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QUANTA
MACAQUICE
(27/06/09)
Não
era o resultado desejado. Entre a expectativa e a realidade tivemos um
jogo que, baseado na primeira etapa, poderia perfeitamente ter outro desfecho.
E favorável. Novamente pagamos caro pela ineficiência. Lá
na dianteira o velho incômodo, a insistente inaptidão conclusiva.
Como se fosse à repetição de um filme, um replay,
tivemos outra seqüência de três lances que poderiam ser
definitivos. Ficaram nisso. No campo das possibilidades, diante da incredulidade
do torcedor. Sem fortuna, sem rede estufada. Mas, com domínio.
Contenção razoável, deslocamentos rápidos
e chegada. O gol chegaria, mais cedo ou mais tarde. E surgiu. Só
que para os locais. Na segunda etapa, bola desviada e apagão generalizado
sacramentaram outros dois tentos. O time acusou o golpe e parecia sem
forças para reagir. Tcheco não teve boa jornada, seguiu
tímido, travado. Uma braçadeira, em primeiro lugar, exige
liderança dentro da cancha. Outra película já vista:
nossos flancos seguiram pavimentados para os adversários. Mesmo
assim, houve luta. Lá estava Maxi Lopez a não admitir a
derrota, lembrando aos companheiros que no Grêmio não desistimos,
não importando o placar. Assim surgiu a falta e o gol redentor,
do agora contratado Souza, que enche de esperança e confiança
a massa gremista. O leitor, a exemplo de quem digita estas linhas, sabe
que vamos reverter. Nesta Libertadores, onde não se enxerga
mais invictos, nossa convicção de rumar para final segue
intacta. A despedida do Cruzeiro será em grande estilo no Monumental
pulsando, abarrotado de sentimento. Avalanche neles, pois nosso destino
é erguer esta taça!
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Entre
os cerca de 50.000 mineiros que acompanharam acomodados a partida
(provando que naquelas terras quem canta é mesmo Galo) um
se destacou. Vestiu as nossas cores e foi um assistente privilegiado
dentro do gramado. Este Alex, que responde por Mineiro, parece alienado
ao que acontece a sua volta. Considerando-se o já arrastado
retrospecto, não se entende por qual razão foi escalado.
Aliás, os gremistas em geral não assimilam sequer
por qual razão se fardou, viajou com o grupo. Sua constante
displicência e falta de energia são indefensáveis.
Quem tem a honrosa tarefa de representar o Grêmio (alô
plantel tricolor, comissão técnica), não pode
se comportar de forma omissa. Deve ter vergonha na cara, do contrário
que siga seu rumo e bem longe do Olímpico ! De nossa parte
não falta apoio a todo e qualquer jogador gremista, porém
exigimos uma contrapartida mínima que é justamente
o máximo de doação. Vamos repetir, pois a decisão
desta vaga a final segue muito próxima: total dedicação,
resoluta entrega e combatividade externada no bico das chuteiras.
É o básico, do contrário não serve ao
tricolor.
Que torcida.
Vieram de todos os lados. Na fiel localidade tricolor do Magalhães
Pinto soavam sotaques distintos, mas, na essência, uma só
voz a empurrar o Imortal. Alguns viajaram demais, muito chão,
muita estrada, cruzaram céus levando seu apoio entusiasmado
pelo Grêmio. Das Minas Gerais, do Espírito Santo, da
Bahia, de São Paulo e Rio. Saíram de Porto Alegre,
Caxias do Sul, Bento Gonçalves, Santa Maria, Cambará,
Bagé, Novo Hamburgo, São Leopoldo, Rio Grande, de
inúmeros municípios do vasto Pampa Gaúcho.
Valorosa Nação Tricolor. Na figura dos amigos Leandro
De Nardi e Lourenço Prati à saudação
da coluna aos que não mediram esforços para marcar
presença, superando toda sorte de empecilhos. Segue a mobilização,
pois queremos e teremos a Copa. E no domingo, lá na Ilha
do Retiro, por certo outros tantos estarão demonstrando o
seu gremismo.
Os irmãos
Perrela são matreiros. As legítimas raposas. Dispensam
maiores comentários, até pelo histórico desabonador.
Alguém tem dúvidas que Elicarlos foi muito bem orientado
por sua direção nos primórdios da gigantesca
encrenca ? É óbvio que o jogador cruzeirense, assim
como qualquer um, tem o direito de protestar sentindo-se ofendido.
Curiosamente não o fez num primeiro momento (intervalo).
Esperou o encerramento para buscar o espalhafatoso microfone da
Globo. Pouco antes do alarido, Zezé Perrella discursava.
Flagrado em sua participação, nesta não tão
bem montada armação, agora tenta posar de vítima.
Chama de irresponsáveis os dirigentes do Grêmio que
justamente (a exemplo do conjunto do plantel) sofreram o constrangimento.
É mais um cartola covarde que, passado o ocorrido, tenta
posar de vítima. Já percebeu a imensa onda
de indignação sulista que gerou e sabe: quem
semeia ventos, colhe tempestades.
O
episódio envolvendo Maxi Lopez segue deliciando os detratores:
suposições, distorções, relações
de nexo inexistentes. Ainda não está esclarecido,
pois recém começa a tramitação numa
delegacia, porém já recebe sentenças e condenações.
O racismo é inaceitável, destestável, reprovável,
tanto como a demagogia. A amargura local, entrincheirada em redações
e esparramada por outros espaços institucionais, aproveita
o momento para despejar seu ressentimento. Quanta balbúrdia.
Quanta macaquice.
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O
campo de jogo é um terreno de supremacia da bola, mas igualmente
espaço privilegiado das provocações, das injúrias.
Futebol é contato, dividida, inquietude, xingamento. Não
há etiqueta no tratamento verbal nestas arenas de disputa, nem
mesmo (e principalmente) entre os torcedores. Deveria ficar no máximo
nisso, preferencialmente. Tais evidências geram farto debate sociológico,
antropológico e só não avançam nas mesas de
bar pelo fato da cerveja esquentar no copo. Nesse contexto pode ter ocorrido
algum desentendimento (agora explorado de forma pirotécnica) e
sabe-se lá o que exatamente foi dito (de ambos os lados). Na condição
de argentino que joga no Brasil, Maxi sabe bem o que é ouvir ofensas
sistemáticas. A situação inversa, resultado de histórica
rivalidade, também propicia marcação cerrada no país
vizinho aos brasileiros. Nosso atacante, nestes meses de clube, já
escutou as mais diversas injúrias (qualificadas ou não)
por parte dos adversários. E por sua nacionalidade. Encerradas
as peleias, tem plena consciência de que tais provocações
findam e sossegam naquele terreno minado e desafiador dos gramados futebolísticos.
Assim tem que ser. Isso, lógico, até começar a próxima
partida.
As cenas deploráveis
no pátio do estádio, com policiais civis em flagrante abuso
de autoridade tentando invadir o ônibus que conduzia a delegação
gremista, sacando armas e agredindo a quem se opusesse a sua ação
tresloucada e midiática não serão esquecidas tão
cedo. Pareciam atrás de um marginal (desde o vestiário,
bom frisar, na origem de tudo) e prestes a desbaratar uma quadrilha. Dirigentes
e funcionários do Grêmio foram constrangidos e a instituição
foi agredida. A imagem do clube foi exposta de forma aviltante. Não
conseguiram seu intento de entrar no veículo a força e arrastar
nosso jogador, sendo obrigados a negociar. Cezar Pacheco, Krieger e outros
se postaram a frente, insurgindo-se contra esta violência. Não
se viu, nestes momentos de maior tensão, nenhum dirigente celeste
para apaziguar. Pedras foram arremessadas contra o veículo que
ficou trancado, a exemplo de tantas outras que acertaram coletivos que
levaram gremistas ao Mineirão (tanto na chegada, quanto na saída).
Constrangimento ilegal, ameaças, agressões, depredação.
Esse foi o tratamento dispensado aos gaúchos. Uma vergonha. Para
a partida de volta, pedem paz. Repetidos apelos são feitos, aparatos
de segurança (lá insuficientes ou ausentes) estão
sendo montados. Só está faltando solicitar a organização
de um ato ecumênico e o recebimento dos visitantes com hinos de
louvor. E a nossa imprensa regional, os pulhas de plantão, resumem
toda esta ocorrência nojenta como se o Grêmio e os seus representantes
a tivessem criado : “Aquelas cenas poderiam não ter acontecido”.
É o coro dos hipócritas (com ou sem abreviatura nominal
de sanitário), complacentes com a ação, porém
implacáveis com a reação.
A gravação
do promotor de justiça aposentado Cláudio Brito “comentando’
ao vivo na Rádio Gaúcha os desentendimentos que ocorriam
no Mineirão é algo lamentável. Lá pelas tantas,
para tentar justificar ou amenizar o uso de armas sacadas (e isso que
só falou neste “detalhe”, pouco antes de se despedir,
ao ser indagado pelo âncora do programa) referiu uma fala do dirigente
André Krieger que teria citado a palavra “resistindo”
(no caso resistência a ação policial). Este cidadão,
já tendo escancarado posturas desrespeitosas ao Grêmio no
ar (numa delas, em seguida, teve que se desculpar pela infelicidade, pelo
mau gosto), faria um grande favor em se abster de falar “tecnicamente”
sobre tudo que envolve o tricolor. Assim, teria mais energia para despejar
seu proselitismo em assuntos carnavalescos e no que for concernente ao
tradicional rival (sua opção clubística). Ficaríamos
extremamente agradecidos.
Por falar em
discriminação. Odiosa, ridícula. No jogo contra o
Caracas (em mais uma atitude de retaliação diferida no tempo,
estúpida), não foi permitido o acesso de faixas, trapos
e barras no Monumental. A justificativa dos materiais terem sido barrados
pela BM seria o fato de alguém (?) ter arremessado um rojão
numa partida anterior (o que, no mínimo, indica falha na revista
dos próprios brigadianos). Um fato isolado que serviu de pretexto
para punir a festa do conjunto dos gremistas (e isso está sendo
repetitivo, vai gerando muita irritação). Está na
hora da diretoria do Grêmio ter a mesma veemência de BH e
se colocar na dianteira da defesa dos seus torcedores. O Monumental é
a casa dos tricolores ! Até quando vai permanecer esta asneira
de cercear/impedir o espetáculo visual da torcida gremista ? Fica
registrada a reivindicação pública de que, no 02/07,
não seja retirado o elementar direito de levarmos mais azul, branco
e preto as nossas arquibancadas.
Ronaldinho
Gaúcho no Grêmio em 2011 ? Sou a favor. Poderemos, assim,
finalmente inaugurar uma “calçada da infâmia”
(já estou sugerindo a ouvidoria). Vai ser uma marcante cerimônia.
Os dois primeiros convidados desta merecida homenagem aos renegados seriam
justamente os irmãos Moreira. Que honra. Após gravarem os
pés numa bacia com terra e detritos orgânicos, seriam aplaudidos
efusivamente e conduzidos gentilmente ao pórtico para retornarem
ao Lami (para os treinos da equipe do Porto Alegre) ou para o raio que
o parta. Agenda rápida, destas que não comprometeria a balada
noturna.
Quem
é Chico Lang ? Outro cretino desqualificado que não ousaria
pisar em nossos pagos. Conclua: tem povo, no âmbito tupiniquim,
que sofre mais calúnias, injúrias e difamações
que o do Rio Grande ?
Jorge
Bettiol
ducker.com.br
 
QUEM
INSPIRA E COMOVE
(19/06/09)
Os
venezuelanos vieram para complicar. Não esconderam, em nenhum momento,
sua disposição de dificultar ao máximo a vida do
Grêmio. Foi um jogo corrido, mas arrastado e angustiante pela indefinição.
A chuva fina não impediu a velocidade dos deslocamentos. De lado
a lado, a bola não descansou. Mesmo superiores tecnicamente, não
apresentamos a devida supremacia. O que gerou mais impetuosidade em quem
não tinha a responsabilidade maior de triunfar. Um recuo exagerado,
aceitando a marcação do adversário e sua saída
em contra-ataques, nos levou a sofrer pressão na parte final do
embate. E, quando conseguimos chegar (e o setor de criação
com debilidades), nossa repetida e preocupante ineficiência conclusiva
se fez presente. Menos mal que, do outro lado, dois jogadores do Caracas
livres e batendo cabeça, devolveram o desperdício e consagraram
o empate que nos leva a continuar nesta disputa.
Igual,
avançamos. E, mais do que nunca, é hora de determinação,
superação e responsabilidade com este clube e com esta história.
Não aceitaremos vacilos e jogadores descompromissados, quase bocejantes.
Nos empates diante do Fluminense e Caracas tivemos aquele espírito
guerreiro e platino de Maxi Lopez a dar o exemplo do que se exige minimamente
no Grêmio. Herrera é outro que se entrega de coração,
de alma. Poderíamos listar outros, mas ficaremos nestas duas citações
como referência para que figuras apáticas e sumidas nem pensem
em se fardar. Mais além do que esquemas táticos (e reconhecemos
as dificuldades naturais desta transição), se impõem
entrega absoluta. Chegou o momento das pelejas mais encarniçadas
e todos devem dar mais de si, como se cada confronto que se aproxima fosse
a última e derradeira batalha. Voz forte e atitude, dentro do campo
e no vestiário. Da arquibancada não faltará apoio
e, sabemos bem, jamais se fará ausente a confiança. Jamais
temer.
No
ensolarado Rio de Janeiro se fizeram presentes, ocuparam todos os espaços.
Junto aos que daqui se deslocaram, celebraram a alegria de reencontrar
o tricolor. Na quarta-feira de tempo impetuoso e horário global,
40.000 compareceram ao Olímpico para levar o Grêmio a mais
uma semifinal de Copa. Vaiaram os oponentes, se indignaram com o arbitro
e bandeiras, cantaram. Mas, sobretudo e majoritariamente, alentaram. Desde
a Carlos Barbosa até a Cascatinha, no ritmo dos bumbos, dos trompetes,
e do sentimento por este clube extraordinário e de tantas e memoráveis
alegrias. Agora, o destino é copar as ladeiras de Belo Horizonte.
Vestir a camisa multicampeã, sagrada, pegar a bandeira, o trapo.
Convocar os amigos e rumar para este Mineirão que nos desafia a
confirmar que somos e sempre seremos o Grêmio. O que enfrenta, se
impõem e cala os oponentes. Aquele que constrange os incrédulos.
O que tem uma torcida que inspira e comove. Nas boas e nas ruins, lado
a lado, ombro a ombro. Inigualável, sem filiais ou versões
genéricas e caricatas. Estamos a caminho. Pois o certo, amigo leitor,
é que nós estaremos, com o Grêmio onde o Grêmio
estiver.
Adilson
Batista é um vencedor. Um sujeito que possui e terá o eterno
respeito da Nação Tricolor. Bom profissional, baita caráter
e que, não por acaso, é o “Capitão América”
da gloriosa jornada do inesquecível Bicampeonato da Libertadores.
Na entrevista concedida, ainda no Morumbi, logo após sua merecida
classificação a esta semifinal, repetiu por mais de uma
vez seu carinho, sua relação de vida com o Grêmio.
Por uma destas ironias do futebol (que terá em Autuori, enfrentando
os mineiros, outro episódio), será o comandante do adversário
a ser batido, para que sigamos na busca do Tri deste Continente que pretendemos,
uma vez mais, pintar de azul, preto e branco. Será muito bem recebido,
aplaudido, numa daquelas cenas memoráveis e que vão atestar
o nosso reconhecimento e apreço. Bola rolando, terá que
sair derrotado. E mesmo que se vá desclassificado da competição
(e por isso lutaremos), jamais deixará de ser um grande.
Antes
do reencontro com o capitão, que promete emoção,
teremos o sábado. E mesmo sem muitos titulares, um compromisso
fundamental perante o Goiás. Momento de afirmação
no brasileirão e, jogue quem jogar, necessidade de somar os três
pontos na tabela. Ao redor do Monumental, aquele abraço, a cerveja
gelada e o contentamento de sermos todos gremistas !
Vamos
Tricolor !!!
Jorge
Bettiol
ducker.com.br
 
NADA
MAIS APAGA ESSA HISTÓRIA
(08/06/09)
Foram
três partidas. As dificuldades e um empate razoável em Caracas,
a derrota (no último momento) num Barradão impregnado de
festa e de acanhamento / lentidão burocrática do Grêmio
e o passeio (já na recuperação) perante o bom e velho
freguês pernambucano. Autuori já se faz presente, embora
seja necessário considerar o evidente momento de transição
(alteram-se ideias, ritmo de trabalho, rotinas) e a repetição
de algumas deficiências que preocupam. Este considerável
intervalo antes do próximo compromisso propicia, especialmente,
o trabalho de ajustes e assimilação do novo sistema de jogo
(4-4-2). As correções vão passar impositivamente
por esta formatação diferenciada da equipe. Além
disso, é forçoso dizer o seguinte: o espírito do
time tem que ser o apresentado por Maxi Lopez (que é o estilo com
a cara do copeiro tricolor)! Entrega total, meu amigo, combatividade e
solidariedade é o mínimo que esperamos e exigimos de quem
joga no Grêmio! Acredito ter sido este o “pano de fundo”
da manifestação pública do argentino, depois criticada
publicamente por Souza. Se esta insurgência é por não
aceitar passivamente as derrotas, saúdo tal manifestação.
Um grupo aguerrido não se conforma com os insucessos e tem capacidade
de reflexão e rearticulação interna. E o alagoano
que tem fome de bola demonstrou grandeza logo após a vitória
sobre o Náutico. Na coletiva (lado a lado com Maxi) reafirmou os
motivos de suas críticas e reconheceu o talento e a importância
do gringo. Calou os que torciam por uma crise e solidificou a união
do plantel. Foi o seu terceiro gol (e que golaço) na noite onde
teve uma atuação estupenda. Os outros dois foram no campo,
no tempo regulamentar. Contudo, é um sujeito polêmico: está
novamente envolvido numa discussão pública. Teria ou não
dado a tal entrevista ao jornal francês? Que fale menos e se resuma
a continuar colaborando com o Grêmio (e com toda vontade e talento),
desejo da maioria da torcida. Do contrário, que seja honesto e
siga o seu caminho.
O
mistério sobre qual teria sido a biba da vizinhança a estender
uma provocativa faixa à briosa Nação Tricolor (em
plena capital venezuelana) prossegue. Eis uma das tantas posibilidades
de autoria (clique
aqui)! Na verdade, dupla autoria. As discretas moranguinhas,
flagradas neste registro, teriam sido flagradas em território chavista
na data do jogo. Além de batalharem para que gestos e palavras
de afeto na equipe da beira do lago sejam encarados com naturalidade (a
começar pelo episódio da aeronave
e também pelo famoso vídeo “fica
comigo meu mel”), pretendem a expansão do seu
rubro e fresco modo de torcer pela Latino América. Que meigo.
Da
descontração do co-irmão a seriedade. O anúncio
das capitais brasileiras que irão sediar a Copa do Mundo de 2014
não poderia ter sido feito em local mais apropriado: Nassau, nas
Bahamas. Lógico que poderia ter rolado nas Ilhas Caymã,
ou, quem sabe, até mesmo no paraíso suíço
do sempre sorridente Mr. Blatter. No Brasil, a previsão é
de investimentos (a maioria esmagadora oriundo do setor público)
ao redor de 27 bilhões de reais para este magnânimo evento.
Dinheiro vindo do erário (o mesmo que se apresenta “debilitado”
para garantir minimamente saúde e educação país
afora) para obras que, segundo o discurso ufanista e oficial, cumprindo
com as exigências FIFA, “beneficiarão as cidades e
a população”. Ah, bom. Que nobre. Deve ser por isso
que se percebe tanto assanhamento por parte de espertos empresários,
empreiteiros tramposos e políticos oportunistas de várias
matizes. Diante desta chafurda, me desculpe o leitor, não há
como evitar a náusea e aprofundar o ceticismo sobre o destino desta
ambicionada competição e das suas milionárias verbas.
Há, contudo, uma (solitária) convicção desta
coluna: nos próximos anos o patrimônio pessoal do Sr. Ricardo
Teixeira (homem abnegado e dedicado exclusivamente ao prestígio
e progresso do desporto nacional) aumentará consideravelmente.
Ao mesmo tempo, outros tantos terão suas contas bancárias
engordadas. Tudo por conta de uma mera coincidência, evidentemente.
Não
sou entusiasta desta Copa do Mundo (que me perdoe o comércio da
cidade). Até pelo fato da Província não poder contar
com um selecionado rio-grandense para, quem sabe, dar de relho nos europeus,
asiáticos, castelhanos e outros índios bem loucos que desembarcassem
por estes pagos. E, convenhamos, a “escolha” feita para receber
as partidas aqui no Estado é bastante questionável: justo
o parque aquático localizado nas bandas da Padre Cacique. Afinal,
é uma Copa de futebol ou de esportes náuticos? Na condição
de gremista fervoroso sou suspeito para afirmar, embora objetivamente
pense que há toda sustentação: o Monumental é
muito mais estádio que o alagado campo da vizinhança com
sua esfarelada estrutura. Nem mesmo uma cobertura da totalidade das dependências
possui o campo do aterro, sem falar no fosso que durante anos foi usado
como localidade para assistir jogos. Deste jeito, e com uma pintura interna
que lembra toalha de mesa de pizzaria, recebeu o aval dos “exigentes”
inspetores FIFA. Comédias.
Por
falar em estádio. Faleceu Plínio Almeida, arquiteto
que projetou a presente morada dos gremistas. Homem que, segundo depoimentos,
trabalhou gratuitamente por seu clube do coração.
Da construção a ampliação lá esteve,
firme, se dedicando ao Olímpico. Não o conheci, porém
tenho impressão que morreu triste com aqueles que, de maneira equivocada
e estúpida, passaram a desmerecer esta grandiosa moradia que dignamente
erguemos e seguimos copando. Tudo sob o pretexto de justificar ou, que
seja, dar mais ênfase a proposta de construção de
um novo estádio. Algumas defesas da ARENA (agora já decidida
e que todos aguardamos sair do papel), obviamente, jamais necessitariam
ter descambado para tal viés depreciativo. Não foram todas,
bom frisar. Igual, não consigo conceber um gremismo que não
reconheça e valorize, antes de tudo, os nossos domínios,
o nosso gramado, a nossa história. São pré-requisitos
para avançarmos para esta modernidade e futuro imediato (que nos
levará a uma nova casa e, esperamos, uma nova etapa gloriosa na
vida do Grêmio). São premissas básicas para um debate
que imponha reconhecimento. Do contrário, só nos resta lastimar
e oferecer desprezo por tais condutas. Nestas horas, lembro daquela placa
(que deveria ser vista e revista por todo gremista, principalmente pela
gurizada) que está afixada num dos acessos do Monumental, de autoria
do ex-presidente Hélio Dourado. Está escrito o seguinte:
“É preciso ser gremista para compreender essa força,
essa motivação, esse impulso que leva um torcedor a erguer
um estádio”. É esse o resumo do que não
pode ser desrespeitado, mesmo agora, numa fase que já prenuncia
uma despedida.
No
próximo final de semana vamos ao Rio de Janeiro e, logo na sequência,
teremos os representantes da República Bolivariana na capital dos
Pampas. É jogo para total concentração e nenhum vacilo.
Embate para 50.000 tricolores apoiarem de forma incessante na arquibancada,
fazendo trepidar o Monumental da Azenha. Vale demais. A classificação
nos deixará a quatro partidas do grande objetivo desta temporada.
Neste passo a passo estamos chegando. Vamos tricolor !
Ainda
não consegui assistir. Mas, não perco por nada. O ingresso
na mão me parece garantia de forte emoção na sala
de projeção. “Recordar é viver”, disse
alguém com simplicidade e sabedoria. Comemorei, com toda uma privilegiada
geração de gremistas, este título Mundial nas ruas
de Porto Alegre. Na noite/madrugada de imposição e vitória
sobre os arrogantes europeus e no retorno triunfal que trouxe a inédita
taça e mais orgulho para o povo tricolor. Que jornada. Jamais vai
ser esquecida pela dimensão extraordinária, pelo significado
ímpar da conquista e por seu caráter de vanguarda. Tem gente
que não aprendeu, insiste em querer não reconhecer. Mas,
o fato é que o planeta vai ser eternamente azul e nada vai mudar
esta tonalidade na atmosfera terrestre. E nós bem o sabemos: nada
mais apaga esta história (chora amargura). O filme do Gerbase assim
deve ter registrado.
Jorge
Bettiol
ducker.com.br
 
RELEASE
DVD "1983 - A ANO AZUL"
(27/05/09)
Em
1983, a terra era azul, preta e branca. Para contar a história
da conquista da américa e do mundo naquele ano histórico,
o Grêmio lança o filme "1983
- O Ano Azul". O filme, produzido por Carlos Gerbase,
Gustavo Fogaça e Augusto Mallmann, apresenta os depoimentos dos
ídolos que fizeram do Grêmio o primeiro clube gaúcho
Campeão do Mundo.
No
dia 1° de junho, será realizada a pré-estreia do filme
no GNC Cinemas do Shopping Iguatemi. Às 22h, somente para convidados.
No
dia 5 de junho, "1983 - O ano azul" será lançado
oficialmente, estreiando nas telas do GNC dos shoppings Iguatemi e Moinhos.
A estréia poderá ser assistida pela nação
gremista.
A Kives Filmes é a empresa licenciada para comercialização
do DVD que será lançado para lojistas após exibição
nos cinemas.

 
CORAGEM
(25/05/09)
A
estrela botafoguense não esteve solitária. Muito menos o
Grêmio (este jamais estará). A companhia de ambos foi uma
entusiasmada torcida tricolor que rondou os 30.000 presentes na tarde
de domingo. O Monumental voltou a ter seu espetáculo visual e a
percussão dos bumbos ecoou forte puxando os cânticos e trepidando
às arquibancadas. Alento incessante, seja nos portões da
Carlos Barbosa, seja na Cascatinha, e o sentimento de que vamos pelo triunfo
e pela glória, a cada jogo, a cada competição. Paulo
Autuori fez sua estréia e não decepcionou. Demonstrou que,
além de ser bem articulado no verbo é bem articulado no
desempenho de suas tarefas. Casa com perfeição seu discurso
e a prática. Não por acaso fez questão de frisar
que desembarca no Grêmio trazendo mais do que idéias: na
sua rica bagagem toda uma trajetória e um “conceito”
de futebol. Contudo, não há personalismo em tal afirmativa.
Indagado insistentemente sobre quando a equipe terá, finalmente
(e o sujeito tem apenas uma semana de trabalho, seus amargos),“
a sua cara”, não cansa de repetir: “a cara tem que
ser a do Grêmio !” O respeito a história do clube também
fica explicitado ao anunciar que, não somente qualidades técnicas
serão levadas em conta na busca de reforços, igualmente
será exigido “coração”, aquela vontade
tácita de vestir nossa consagrada camisa. Aconstrução
de um time com solidez defensiva, posse de bola e finalização
efetiva agregou a palavra que não pode faltar diante dos desafios
(e que entendemos ser uma das marcantes características deste amado
Imortal): coragem. Que seja, desde já, lembrado e assimilado pelo
grupo de jogadores tais concepções e tal espírito.
Se assim for, temos promissoras expectativas para o ano todo. E nós
gremistas, o leitor sabe muito bem, acreditamos sempre.
Sobre
o jogo: percebeu-se outra movimentação. Desde a largada
mandamos e o adversário teve os espaços nitidamente encurtados.
Souza e Tcheco avançando e, não por acaso, inúmeras
oportunidades criadas (uma delas no travessão). Entretanto, somente
na segunda etapa a supremacia foi confirmada no placar: bicão de
Jonas e bola na rede chamando a avalanche. E foi à entrada do arisco
Douglas Costa que definiu a partida. No seu cruzamento, um primoroso e
desconcertante passe de Maxi Lopez deixou a pelota na feição
de um Fábio Santos que oportunisticamente chegava. Outra carimbada
no barbante, festa e três pontos na tabela. A próxima etapa
tupiniquim nos levará a Bahia de todos os santos enfrentar o rubro-negro
local. Antes disso, o embate com os venezuelanos, numa disputa que promete
ser acirrada. Total atenção e empenho, pois "não
basta ser favorito, há que se provar o favoritismo no campo"
(palavras do nosso treinador). Avante tricolor !
Frustração.
E novamente referente aos fardamentos gremistas. Absolutamente justa a
insatisfação da maioria dos torcedores. Afinal, não
é de hoje que o fabricante resolve literalmente inventar moda no
manto sagrado do povo gremista. O detalhe, não menos importante,
é o seguinte: lamentavelmente estes rompantes de “design”
arrojado são avalizados por quem tem justamente a possibilidade
de vetá-los. Inovar não pode ser igual a descaracterizar.
Nesta coluna, quando surgiu o desconforto com a linha de materiais de
2008, foi feito o seguinte registro: “Gosto não se discute.
Certo ? Errado. Ao menos quando se trata da gloriosa camisa gremista.
Aviso de antemão: não é uma questão estética
e fechada em si mesma, mas sim uma questão de identidade. Falo
da titular, a tricolor. Não é de hoje que se inventam arranjos,
dos mais variados, para se diferenciar a apresentação de
uma temporada para outra. O problema, na minha avaliação,
são os devaneios, os exageros que acabam até descaracterizando
algo que é muito mais que um produto de prateleira. Nosso fardamento
principal carrega e traduz toda uma história, toda uma tradição.
Portanto, deve-se manter um determinado padrão com absoluta fidelidade.
Por exemplo: uma mesma tonalidade no azul celeste, listras verticais proporcionais
neste mesmo azul e no preto, destaque para o distintivo e assim por diante.
Fora isso, bom, que se mexa em detalhes menores e que não comprometam
o conjunto. Ou seja: a essência da "jaqueta" precisa ser
mantida!” Seria bom que os membros do Conselho de Administração
(que respaldaram esta última novidade, segundo o presidente Duda),
o responsável pelo marketing (assim mesmo, no singular) e quem
mais tenha poder de decisão atentasse para tais parâmetros.
O azul celeste, bom frisar, é estatutário. O mesmo estatuto
(agora esquecido) que, redigido de maneira estúpida, impediu que
o estrondoso sucesso da camisa alternativa denominada “shadow”
fosse utilizado em jogos (a maior e melhor vitrine para qualquer produto).
E mesmo assim, repetimos, foram o maior sucesso de vendas ! Após
acertar nas duas camisas para disputa da Libertadores, retrocedemos nas
que serão utilizadas no brasileirão. Evidentemente que estas
últimas também venderão muito (como tudo que se relaciona
ao Grêmio, recordamos), mas poderiam ter uma aceitação
ainda maior pela Nação Gremista. E a tal polêmica
gola, héin? Tem alguma outra finalidade que não seja a de
destacar, ainda mais, a logomarca do fornecedor?
A desclassificação
do Boca, creio, promove um sentimento dúbio na massa. Ao mesmo
tempo que desejávamos uma revanche, nos agrada que tenham se dado
mal antecipadamente. Falaram demais, muito, enquanto os uruguaios trataram
simplesmente de jogar. E foi uma vitória ímpar, pois sobre
os titulares dos xeneizes e numa Libertadores da América (nada
semelhante, portanto, a derrotar um time de reservas e numa copa de suplentes).
A bombonera se calou e Riquelme segue emburrado pelos cantos. Provavelmente
procurando a própria soberba.
Ainda
vai acontecer. Não sabemos exatamente quando. O cidadão,
contribuinte, torcedor, vai chegar ao Olímpico, em dia ou noite
de jogo, estacionará o seu carro, ou descerá das conduções.
Caminhará tranquilo rumo a um dos bares onde encontra os amigos
(para uma cervejinha básica e aquele papo tradicional), ou simplesmente
se dirigirá aos portões de acesso do estádio. Olhará
ao redor e perceberá que não há mais montado nenhum
aparato bélico, nenhuma estrutura repressiva apta a controlar uma
verdadeira rebelião, destas dignas de penitenciária. Vai
respirar profundamente. Alguns, licitamente, vão até tragar
o seu cigarro, despreocupados. E todos, sem exceção, vão
comemorar o fim das rotulações e a derrocada dos procedimentos
discriminatórios. Vai ser num dia qualquer, destes do futuro, incerteza
que ninguém ousa antecipar. Um dia acontecerá.
Jorge
Bettiol
ducker.com.br
 
FESTA
E ARBÍTRIO
(17/05/09)
Na
Libertadores a Venezuela é o destino. Ao recebermos os universitários
(campeões) peruanos, a maior dificuldade foi enfrentar aquelas
poças que começavam a se formar no gramado. Os 23.500 gremistas
presentes enfrentaram a intempérie, o frio que chegava e o horário
de adicional noturno sem reclamar, afinal o prazer de estar ao lado do
Grêmio sempre vale todo esforço. O jogo foi até arrastado,
em que pese à determinação e a seriedade com que
atuamos. No final, 2x0 (com direito a uma primorosa tabela platina), passaporte
carimbado e agradecimento à massa que, nenhuma novidade, fez a
sua parte. Na segunda-feira chega (finalmente) Paulo Autuori. Espera arrastada
e que gerou ansiedade e preocupação na Nação
Gremista. Nunca se aguardou tanto um técnico em meio a uma competição
de porte. Ao mesmo tempo, não lembramos de tanta convicção
numa contratação. A direção aposta na qualidade
inegável deste profissional, seu carisma e no respeitável
currículo de vencedor. Torcemos fervorosamente pelo acerto. Que
seja muito bem-vindo e que nos leve a triunfar nas batalhas que já
estamos travando e nas vindouras.
No campeonato
nacional, arrancamos com aquele empate frente ao vice-campeão paulista.
Jogo disputado, embalado pela presença e apoio de 45.000 tricolores,
e que propiciou o duelo de Souza, Jonas e Maxi Lopez contra o badalado
trio Neymar, Kleber Pereira e Madson. Mais uma vez, Ruy e Fábio
Santos estiveram apagados e pavimentaram avenidas aos oponentes. Flancos
abertos que faziam a bola viajar constantemente para nossa área.
O gol de Rever fazia justiça pela movimentação gremista,
mas, ao final, aquela cobrança de falta igualou o escore. Vaias
surgiram contra o interino Marcelo Rospide. Ao contrário do que
muitos possam pensar (imputando o início da manifestação
aos que lá estavam pela acertada promoção de acesso),
partindo dos mesmos locais, dos mesmos azedos protagonistas que costumam
apupar até aquecimento. Injustas. Nosso responsável pela
comissão técnica, que agora se despede, teve um excelente
trabalho nesta interinidade. Com uma folha corrida de bons serviços
prestados ao clube, não se furtou de colaborar. Sujeito humilde,
trabalhador e que honrou o encargo e a laureada camisa tricolor. Obteve
100% de aproveitamento na competição sul-americana e nos
deixa bem encaminhados para estes desfechos que se aproximam. No brasileirão,
igualmente se despediu sem derrotas. Não vou considerar (embora
a tabela da competição vá registrar naturalmente
o contrário) o afano que sofremos pelo apitador diante do Atlético
Mineiro. A penalidade inventada não lhe tira, moralmente, a invencibilidade.
E sobre este jogo, tivemos tudo para virar na segunda etapa. E aí,
temos uma ótima notícia: Herrera está, finalmente,
retornando. Além da combatividade costumeira, voltou a estufar
as redes e começa a pedir passagem na relação de
titularidade dos avantes. A equipe tem excelente perspectiva (embora reforços
sejam logicamente necessários) para este longo campeonato e, até
recebermos o Botafogo (24/05) no Monumental, uma providencial (especialmente
pela posse do novo comandante do vestiário) semana inteira estará
disponibilizada para recuperações físicas, avaliações
e treinamentos. Portanto, adiante tricolor !
Ainda sobre 2008.
A única conseqüência prática do nebuloso episódio
da última rodada daquele Brasileirão foi à suspensão
por 90 dias do presidente da FPF (autor das denúncias) pelo STJD.
Aliás, não seria da competência desta instância
tal procedimento. Mas, foi o que aconteceu. O tal cidadão, sabemos,
não é nenhum santo (não por acaso integra um organismo
exponencial da cartolagem tupiniquim). Segundo informações
divulgadas, brigas políticas na referida Federação
teriam estimulado escancarar a denúncia. O que importa, contudo,
é o seguinte: de lá para cá, o “episódio
do envelope” ficou por isso mesmo. Ao desqualificarem a fonte e
desconhecer outros elementos no sentido afirmativo de sua existência,
é como se jamais houvesse ocorrido. O futebol brasileiro tem um
histórico recente de aliciamentos e corrupção comprovada.
Não há como evitar que suscitemos interrogações
sobre o que exatamente ocorreu na véspera dos jogos decisivos.
De qualquer forma, fica a lembrança, a indignação
e a necessidade de estarmos permanentemente atentos ao que, vez por outra,
acaba por escapar da veleidade dos bastidores.
A propósito
disso, mas não exatamente no mesmo patamar (nível de sujeira)
do frisado acima. É importante que os dirigentes do Grêmio,
desde cedo, se insurjam contra os “erros de arbitragem”. No
sábado, diante dos mineiros, o apitador paulista inverteu faltas,
ameaçou jogadores (Souza) e comprovou ser mal-intencionado ao marcar
uma penalidade inexistente no último minuto dos descontos. O pior:
desconsiderou uma sinalização do bandeira (próximo
ao lance) que apontava com serenidade o tiro de meta. Uma vergonha.
Nas duas
últimas partidas esteve ausente o espetáculo visual da Geral
do Grêmio. Nem sinal dos trapos e barras. Contra os peruanos, ao
menos, a percussão dos bumbos retornou as arquibancadas. A informação
oficial (não desmentida) dos motivos desta restrição
seria a proibição por parte da BM em virtude da ação
protagonizada por um reduzido grupo de imbecis (a adjetivação
é desta coluna) que tentaram causar confusão no intervalo
do jogo contra o Boyacó. O que não dá para entender
é o seguinte: por qual motivo penalizar a toda massa torcedora
que comparece no portão 10 ? Que ação repreensiva
(e “educativa”) é esta que dissolve na multidão
a irresponsabilidade de uma minoria de retardados que ainda não
aprenderam a respeitar um espaço que deve ser de convivência
tranqüila e respeitosa entre todos os torcedores do Grêmio
? Outra novidade é esta retaliação escalonada. Qual
o sentido de prorrogar indefinidamente (liberando pouco a pouco) o acesso
de tais materiais ? É uma obviedade que estão punindo a
festa do torcedor em detrimento de tomar providências específicas
contra os que tentaram causar um princípio de tumulto. E o grande
prejudicado é o Grêmio, cuja diretoria (na sua hierarquia
de comando, começando pela presidência) assiste a tudo de
forma passiva, sequer se pronunciando sobre os fatos de repercussão
que ocorrem dentro do nosso estádio.
Não
bastasse esta censura injustificável (acima citada), a BM é
também protagonista de um verdadeiro Estado de Sítio que
ronda as partidas realizadas na casa dos gremistas. Quem vai ao Monumental
tem a impressão de que trata-se de uma operação de
guerra: isolamentos e restrições nos acessos das principais
ruas. Na quarta-feira à noite, contudo, extrapolaram todos os limites.
No Largo Patrono Fernando Kroeff, os pedestres que vinham da Carlos Barbosa
em direção ao pórtico só podiam se deslocar
por um dos lados da calçada. Quem tentava simplesmente atravessar
para o lado oposto era orientado ou até coagido por brigadianos
(e temos alguns depoimentos) a desistir da empreitada. Ora, o direito
de locomoção é princípio constitucional e
precisa ser respeitado. Nada autoriza a força policial a cercear
ou inviabilizar o direito de ir e vir dos torcedores que simplesmente
estão chegando. Se continuar assim, os gremistas serão obrigados
a andar com um habeas-corpus toda vez que se deslocarem para o glorioso
bairro da Azenha. Não existe nada similar em outras canchas deste
RS, sendo, portanto, uma discriminação e um notório
abuso de autoridade o que acontece nas cercanias do Olímpico. Tais
providências espelham bem o resultado da longa e infame campanha
de etiquetamento sofrida pela Nação Gremista. A imensa coletividade
tricolor é tratada como um exército de marginais e baderneiros
que precisam ser monitorados e conduzidos a todo momento e a qualquer
custo. Mesmo que para isso seja desconsiderado o Estado Democrático
de Direito e se mergulhe num perigoso esboço de Estado Policial.
O que tem a dizer o corpo de autoridades legislativas e judiciárias
sobre tais procedimentos arbitrários ? Por fim: qual a posição
da direção do Grêmio, e até dos componentes
do seu Conselho Deliberativo, sobre estes fatos ?
A
moda, agora, é expoentes da imprensa esportiva “imparcial”
do RS darem seus pitacos demagógicos sobre a torcida do Grêmio
(sendo alguns deles surpreendentemente repercutidos por quem deveria,
em primeiro lugar, justamente questioná-los). Os mesmos “jornalistas”
que trataram, ao longo dos anos, de colaborar para generalizações
espúrias e criação de rótulos odiosos. Os
espaços do malfadado colunista W.C. (abreviatura pela qual o batizamos
nesta coluna) seguem (de tempos em tempos) denegrindo o clube e o torcedor
tricolor. É tão irritante como enfadonho. Recentemente se
referiu à imortalidade gremista, uma das expressões da aguerrida
cultura do clube, como uma “mentirinha”, tentando reduzí-la
a uma criação publicitária. No fundo, busca (assim
como parte dos seus pares de amargura) mesmo é audiência.
Não dá para levar a sério (garanto que me esforço).
Até pelo fato de todos sabermos que a grande mentira de alguns
destes indivíduos e veículos é justamente proclamar
uma pretensa isenção. A verdadeira questão que os
fariseus deveriam pautar, ao invés de indagar sobre onde foram
parar os materiais de um segmento da torcida (execrada por eles), é
a seguinte: onde foi parar a ética nas redações esportivas
da Província ? Algum deles conhece ? Em alguma ocasião conseguiu
enxergar ?
Celebrações.
Uma delas ao nosso lado, próxima. O Núcleo das Mulheres
gremistas completou cinco anos de reluzente existência. Para orgulho
de todos nós, trata-se de um coletivo que atua não somente
no interior do clube, mas também de forma solidária e socialmente.
Fica a saudação desta coluna e deste site. Uma outra festa,
além fronteiras, diz respeito a uma veterana instituição
que orgulha o futebol latino-americano e mundial. O Club Nacional de Foot-Ball
cumpriu 110 anos de trajetória na semana que passou. O nosso abraço
aos amigos uruguaios por este marco significativo e por mais um aniversário
merecidamente festejado. Quem sabe não nos vemos numa final ? Que
assim seja.
Por falar em
ação solidária. Rolou mais uma corrida contra o diabetes.
A sua 11ª edição foi um estrondoso sucesso. A doença
não tem faixa etária, classe social e atinge a todos, independente
de cor clubística. Ídolos de gerações da dupla
que o digam (da nossa parte o extraordinário Alcindo, o “Bugre
Xucro”). O Instituto da Criança com Diabetes (ICD) faz um
meritório trabalho onde atende cerca de 1600 pacientes que não
tem condições de custear o tratamento. Merece todo o respaldo.
Jorge
Bettiol
ducker.com.br
 
CLUBE
DE MASSAS
(09/05/09)
Metade
do caminho foi percorrido e com efetividade. Ao cumprirmos a sétima
(exitosa) jornada de quatorze encarniçadas batalhas pretendidas,
nos regozijamos. Sim, porque para o Grêmio a Libertadores é,
acima de tudo, um combate sem tréguas. E assim temos nos comportado,
mesmo frente a um oponente que não foi abertamente hostil. Os peruanos
bicampeões da terra dos fabulosos incas são destemidos e
velozes. E por isso nos atacaram. Verdade que ficaram atônitos,
boquiabertos com aquela dividida que ensejou um mortífero canhotaço
estufando as redes locais. Obra do “chef” Souza, aquele que
tem fome de bola e paladar refinado para construir e saborear vitórias.
Os caras reagiram, empataram e chegaram a iludir sua reduzida assistência
com modesto domínio das ações. Mas o tricolor, convenhamos
(mesmo numa jornada que não foi das mais inspiradas), é
veterano e diplomado. Com duas cabeceadas precisas do “Tanque”,
grafadas com a carismática marca do número 16, lembramos
ao San Martin sua condição de novato. A classificação
está bem encaminhada, porém não definida. Não
esqueçamos que, antes de pensar no Equador ou na Venezuela (e que
a Conmebol não invente alterações na fórmula
vigente), temos o dever de passar nova lição aos calouros
de Lima. De modos que, na quarta-feira, no querido Monumental, precisamos
entrar em campo com a mesma concentração e determinação.
Buscar novo triunfo e avançar mais um passo na direção
desta cobiçada Copa. Seremos milhares confiando, milhares apoiando.
Rumo as quartas-de-final !
Força
e Raça meu Grêmio temos que ganhar !!!
No domingo começa
o brasileirão 2009 e o adversário é o Santos do Mancini.
Nesta largada de certame nacional uma sensação incômoda
de pendência. Resultado direto do descaso e da impunidade que permeiam
a maioria das relações neste país. No esporte não
é diferente. O futebol, aliás, é pródigo em
escândalos fadados a um perigoso esquecimento. Na véspera
da última rodada da temporada passada, numa acirrada disputa com
os paulistas, uma denúncia de aliciamento veio á tona. Por
acaso, justamente envolvendo a partida que teria os bambis como protagonistas.
O arbitro escalado, com o intuito de ser preservado, foi afastado. Prometeram
apurar os detalhes, investigar, divulgar. Lógico que ficou por
isso mesmo, com o silêncio cúmplice da imprensa do sudeste
(entre eles o farsante chamado Milton Neves, que tanto nos atacou) e a
conivência da amargura midiática local. Nada esperamos da
cartolagem. Mas, alguém saberia dizer qual providência foi
tomada pela FGF ? Qual foi o acompanhamento neste caso e a medidas tomadas
pela nulidade rubra chamada Francisco Noveletto ? A CBF (não ria,
pois vou perguntar apenas por força de registro), se pronunciou
em que termos sobre este episódio ? Qual a conclusão ? Poderíamos
questionar outras instâncias/entidades (o inominável STJD,
o acomodado Clube dos Treze) sobre este e outros tantos problemas que
afetaram e afetam a credibilidade dos torneios tupiniquins. O fato é
que necessitamos de uma reformulação geral (em alguns casos
limpeza, com direito a desinfetante) na maioria das estruturas diretivas
do futebol brasileiro. A grande questão é : quando isso
vai ocorrer ?
A promoção
relativa ao Dia das Mães é uma homenagem justa da direção
gremista. As mulheres não pagarão e terão acesso
(com exceção da tribuna de honra e camarotes) a todas as
localidades do Olímpico. Com certeza, presença em grande
número. Amortizará os que, mesmo com vontade de comparecer,
estarão afastados pelo inexplicável aumento no valor das
arquibancadas. Hoje, o ingresso “mais acessível” está
definido em R$ 40,00. Um exagero. E totalmente contraproducente. Num momento
que pretendemos intensificar o chamamento para trazer mais gremistas ao
quadro associativo, tal majoração se reflete diretamente
sobre o plano de associação disponível (sócio-torcedor),
igualmente impactando os milhares que já integram tal modalidade.
E aí, bom frisar, temos um enorme contingente de fiéis tricolores.
Somos um clube de massas (um dia alguém vai ter que assimilar esta
realidade no interior dos gabinetes diretivos) e temos insistido nesta
coluna (há bom período) que uma política de preços
para entradas e planos de associação deva ter este viés.
Quem pode pagar mais, ótimo. Quem não pode, mas quer muito
ajudar para estar na cancha alentando o Grêmio, deve ter também
uma opção compatível com suas possibilidades econômicas.
Nesta semana
a diretoria anunciou uma medida progressiva em termos de quadro social
denominada “fidelização”. É mais um acerto
e damos nosso apoio. Os gremistas querem esta relação cada
vez mais direta e substancial com o clube que integram e amam. Contudo,
o primeiro passo é facultar, em condições mais favoráveis,
este vínculo. Somos, nunca é demais repetir, a razão
de ser e existir desta instituição gloriosa. E o torcedor,
o sócio, como diz a publicidade “é o que faz a diferença”.
Que sejam sensatas as políticas para fazer valer esta máxima
superando, desta forma, a condição de mero slogan.
Jorge
Bettiol
ducker.com.br
 
CAMPEÃO
BRASILEIRO 1981 - 28 ANOS
(03/05/09)
Há
28 anos (03/05/1981) o Grêmio tornava-se Campeão Brasileiro
pela 1a vez.
Após despachar a Ponte Preta na semi-final do Brasileiro, o tricolor
foi para a final contra o São Paulo.
Na 1a partida o público presente de 53.388 ve o clube paulista
marcar o 1o gol, através de Serginho Chulapa. O torcedor ficou
mais apreensivo, quando ainda no 1o tempo Baltazar perdeu um penalti.
Este penalti desperdiçado proporcionou a profética frase
de Baltazar: 'Deus guarda algo melhor para mim".
Ai veio o 2o tempo e Paulo Isidoro fez os 2 gols da virada tricolor. Final
2 x 1.
A partida de volta no Morumbi era complicadissima. Uma vitória
simples dava o título ao São Paulo.
O público eufórico do jogo final era de 95.106 pessoas esprando
a grande festa paulistana.
Mas Baltazar Maria de Morais Júnior tinha razão. Deus guardou
algo melhor para ele e para 60% da população gaúcha.
Ele calou a multidão presente no Morumbi e fez a maior torcida
do RS chorar de alegria e gritar: É campeão! Pois aos 20´do
2o t Baltazar cravou no ângulo de Valdir Perez um gol antológico
e comemorou no final do jogo a festa que Deus havia lhe prmetido.
A gestão vitoriosa do grande presidente Hélio Dourado triunfou
no campeonato Brasileiro de 1981.
O Grêmio formou com Leão, Paulo Roberto, Newmar e De Leon;
Casemiro, China e Paulo Isidoro e Vilson Tadei (Jurandir); Tarciso, Baltazar
e Odair (Renato Sá). Técnico: Ênio Andrade. O São
Paulo formou com Valdir Perez, Getúlio, Oscar e Dario Pereira;
Marinho, Élvio, Renato e Éverton (Assis); Paulo César,
Serginho e Zé Sérgio. Técnico: Carlos Alberto Silva.
Serginho Chulapa foi expulso aos 43´do 2o t e o juiz da partida
foi José Roberto Wright.
Após o jogo, um sinal de grandeza que hoje em dia é impossível
de acontecer. O São Paulo que já havia preparado toda a
festa para a conquista do seu bi-campeonato brasileiro, através
de seu presidente, ofereceu a festa em homenagem ao Grêmio.
A partir deste momento, o Grêmio abre as fronteiras da América
e do Mundo para novas conquistas.
Fábio
Mundstock

TRABALHADORES
(30/04/09)
Não
mais do que trinta minutos. E o placar do confiante e vibrante Monumental
já indicava uma goleada que seria definitiva. O adversário
veio acanhado, sabedor de suas limitações, todavia disposto
a uma atuação digna. E de tal forma se portaram, porém
sem forças para deter o ímpeto do tricolor dos pampas. E
a comandar a vitória estava o alagoano que transformou um passado
de fome e escassez em fartura de bola. Souza veio disposto a decidir,
e com seu primeiro gol demonstrou que também vinha para brilhar:
pé esquerdo, por cobertura, com direito a curva e um arqueiro pasmado.
Ainda fez outro, estilo petardo de primeira. Uma atuação
que rendeu o inusitado elogio de um adversário que, desde o banco
de reservas, fotografava lances da partida e a festa inigualável
das arquibancadas. “Es un fenomeno”, disse (findado o confronto)
a Souza o jogador colombiano estendendo a mão. Antes deste reconhecimento
final, na avassaladora meia hora citada no início deste texto,
tivemos a felicidade de um terceiro tento na figura de um zagueiro artilheiro.
Destes que não desperdiça uma boa chance. No segundo tempo,
resumiremos as ocorrências a magistral defesa de penalidade efetuada
por São Victor. Vitória, amigo leitor. Fundamental
este triunfo. Daqui para frente, traremos para nossos domínios
todos os demais derradeiros confrontos nas fases seguintes desta Libertadores.
E tu bem sabes: significa Olímpico tomado e trepidando. Oponente
abafado e tremendo nas bases. No centro do país certo
desconforto aliado a um conformismo: “lá vem o Grêmio,
de novo aqueles caras, os impertinentes gaúchos !” Pela
aldeia, os ressentidos de plantão começam a ter suas intermináveis
noites de insônia. São terças, quartas e, quem sabe,
quintas-feiras (maldita Conmebol, maldito Bicampeão da América)
de madrugadas que não vislumbram um amanhecer. Os aduladores rubros,
entrincheirados em suas redações, também roem unhas
e percebem a garganta seca. Pulhas de diversos veículos lançam
pragas em voz baixa. Perante terminais, microfones e câmeras, se
derramam em elogios adocicados para exaltar sua “isenção”.
Diante de seus poderosos instrumentos a postura óbvia: aproveitam
para exercitar o notório cinismo. De nossa parte, repulsa e riso.
Estamos chegando seus amargos. É o Grêmio aguerrido e forte,
mais uma vez, no rumo da retomada deste Continente. Seja na simpática
Montevideo, ou na convulsionada Lima. Coparemos !!!
Pesquisa
sobre torcida. Mais uma vez o Grêmio é vanguarda. O que não
é nenhuma surpresa. Possuímos uma hegemonia em todo
RS, de longo período. Somos soberanos, independente da classe social,
e no interior do Estado a vantagem é ampla. O posto de maior contingente
de torcedores fora do eixo RJ-SP, este mais recente, também está
consagrado. Particularmente, não me importaria de pertencer
a uma torcida que não fosse numericamente majoritária. Não
abriria mão, contudo, de que fosse a melhor, a mais entusiasmada
e presente. Afortunadamente, a condição de gremista me presenteia
com todos estes quesitos. A lógica impõe que tratemos de
consolidar este patamar e angariar novos adeptos a esta multidão.
Eis o desafio. Buscar mais títulos. Taças erguidas nos pódios
e, antes de rumarem para o Memorial, protagonizando comemorações
inesquecíveis por todos os lados da Província. Valorizar
e divulgar ao máximo nossas façanhas que servem de modelo
a toda terra. Possibilitar aos gremistas que acessem e vivam o Grêmio
(lá na cancha, dando seu apoio direto) dando a oportunidade para
que adquiram um ingresso que não tenha um preço exorbitante,
ou que possam pagar uma mensalidade compatível com o seu orçamento.
Certo. Muitos talvez não tenham esta dificuldade. Entretanto, esta
é a realidade econômica de milhares de outros tricolores
de fé. No momento beiramos os 50.000 sócios em dia, regulares.
É um número respeitável, mas ainda aquém da
grandeza deste clube e do seu maior patrimônio que é esta
Nação apaixonada. E, lógico, quem tem a maior e melhor
torcida não pode ter um quadro social que não supere a divertida
vizinhança (que não se constrange de avolumar seus números
associando cães). A propósito: o presidente Duda
Kroeff, em sua campanha, falava em uma meta preliminar de 80.000 sócios.
Pois bem, mãos a obra. Até pelo fato da torcida tricolor
continuar fazendo a sua parte.
Estamos
batalhando pela conquista da América, a massa mobilizada. Existe
melhor momento para uma campanha massiva de associação (e
estamos reivindicando tal conduta, com remodelação de planos
e quem sabe novas alternativas, desde janeiro)? O que aguarda
o núcleo dirigente que justifique tanta lerdeza ? E sobre sermos
a verdadeira maior e melhor torcida: quando vamos enxergar esta realidade
propagada a exaustão em nosso marketing ? Especialmente nos produtos
oferecidos pelo clube ? Uma esperança é a recém criada
Comissão de Marketing, composta por gremistas atuantes, e que esperamos
possa ter um caráter efetivamente deliberativo nesta área
fundamental e igualmente estratégica para o clube.
No
jogo contra os colombianos tivemos uma expressiva presença de público:
35.000 superaram a correria do final de dia, trânsito intenso, ônibus
abarrotados, final de mês no pendura, ingressos caros e o que mais
quiseres listar. Não deixaram de ir ao Monumental e cantaram pelo
Grêmio e pela glória. Com direito ao tradicional alento da
Geral e também dos que, agora, se organizam nas bandas dos portões
da Carlos Barbosa. São todos gremistas e quem não entende
isso, melhor seria que nem fosse a nossa cancha. É tão óbvio
o direito elementar de torcer onde e com quem quiser que nem mereceria
registro. Porém, o fazemos. Até pelo fato de repudiarmos
disputas de espaço, de vaidade e seja lá o que possa rolar
nos bastidores. Principalmente quando se trata do amado Imortal. O Grêmio
é muito grande, gurizada. Não comporta tacanhez. E não
esqueçamos que lamentáveis episódios (que só
serviram para macular a imagem da instituição e do conjunto
da coletividade tricolor) continuam a cobrar o seu alto preço.
Sem falar na satisfação que propiciaram aos que sempre fizeram
questão de rotular pejorativamente a torcida do Grêmio.
Nosso
tradicional rival segue com suas crises de identidade. Não se aceita
e, na busca incessante de se justificar, procura desvendar suas origens.
Uma das mais recentes revelações é que foram fundados
num porão (algo, digamos, sinistro) por aqueles desconhecidos oriundos
de São Paulo. Enfim. Assunto deles. Agora, é emblemático
nesta trajetória de tentar firmar alguma referência o histórico
do distintivo rubro. Conseguiram a proeza de chegar a sua oitava edição
! Colocaram o nomezinho, o ano que se reuniram no porão e tal.
Mas, faltou o básico: aquela setinha indicando o educativo “este
lado para cima”. Não aprendem. Seguem há décadas
colocando de cabeça para baixo o próprio símbolo.
Divulgando um evento intitulado “Viva México” (aqui
já renderia outra piada, mas respeitemos a epidemia e as baixas)
e justo no complexo do aterro localizado na Padre Cacique, o banner não
fugiu a regra. Clique
aqui e confira. “Este lado para cima”, eis a singela contribuição
desta coluna a nona edição do escudinho que, mais cedo ou
mais tarde, virá.
Um
feriado merecido. Uma saudação especial a todos (as) os
(as) trabalhadores (as) na passagem de mais um 1° de Maio. Aos que
estão empregados, aos que batalham na economia informal, aos que
buscam uma vaga no mercado de trabalho e tantas outras situações.
De modo especial, saudamos aos que laboram e vestem com orgulho as nossas
três cores.
Dá-lhe trabalhador. Dá-lhe
tricolor !!!
Jorge
Bettiol
ducker.com.br
 
ROTEIROS
(25/04/09)
Despertar.
Rosto lavado. Xícara de café fumegando sobre a mesa. Passar
os olhos sobre o jornal? Nem pensar. Corredor. Passos largos, elevador
acionado e descida sem solavancos. No saguão do prédio,
em fração de segundos, toda agenda do dia processada e a
memória emitindo alertas sobre o que não pode ser esquecido.
Lançamentos de relatórios, contas a pagar. A reunião
de trabalho para o balanço do que já foi realizado e novos
encaminhamentos. O almoço e a satisfação de reencontrar
a família. Antes de retornar ao trampo ligar para saber sobre as
inscrições daquele seminário e achar uma brecha para
comprar as tintas da reforma doméstica que (finalmente) vai sair.
Calçada. Atravesso a rua pisando com firmeza o asfalto e de olho
na sinaleira. Do outro lado já é Montevideo. Avisto o parque
gigantesco, o estádio Centenário imponente e o monumento
do Carreteiro que tem todo um simbolismo local. Contudo, girando o corpo,
Lima se apresenta generosa. Consigo mirar o estádio Monumental
“de Ate” e igualmente percebo toda movimentação
da agitada capital peruana. A minha frente, curiosamente, a vitrine de
uma loja passa imagens embaralhadas da Cidade do México. Provavelmente
algum programa da Televisa. Sacudo a cabeça ao entrar na condução
e seguir o roteiro do dia. Ainda estou em Porto Alegre. Concentração
é a palavra chave. Afinal, é preciso decidir algo antes
destes novos possíveis roteiros. O primeiro lugar geral na classificação
está ao alcance de uma vitória. Os tropeços dos outros
oponentes nos propiciam a valiosa chance de consagrarmos a dianteira nesta
primeira etapa da Libertadores. E o melhor: a definição
será em nossa casa. O convite, portanto, nem precisa ser feito.
Lugar de gremista (mais do que nunca), terça-feira, é no
Monumental da Azenha. O horário, graças a quem (no exterior)
possui os direitos de transmissão do torneio, não é
dos mais convidativos para classe trabalhadora. Ok. Mas, seremos
(com certeza) milhares a superar tal dificuldade para o inigualável
prazer futebolístico de estarmos ao lado do Grêmio. Ombro
a ombro em mais uma batalha, em mais um obstáculo a ser superado
na busca convicta do desejado tricampeonato da América.
No campo exigiremos o aguerrimento de sempre, desta feita contra os colombianos.
Aquela combatividade que só a nossa camisa gloriosa pode inspirar.
E das arquibancadas trepidantes do Olímpico não faltará
nenhum apoio aos jogadores, ao competente Marcelo Rospide, ao solidário
Mauro Galvão e a quem envergar e sustentar nossas cores. Na
noite de 28/04, empurrados pela cantoria incessante, estaremos carimbando
passaportes e nos aproximando (um pouco mais) deste pódio que nos
leva a Copar o Continente.
Vamos Tricolor !!!
Jorge
Bettiol
ducker.com.br
 
GRANDE
PASSO
(16/04/09)
O
Estádio Nacional é majestoso, entretanto cinzento. Uma herança
maldita insiste em impregnar aquelas localidades. A bestialidade de um
regime militar transformou um palco privilegiado para o futebol num odioso
campo de concentração. Por ousar pensar diferente seu país
e o mundo, milhares de chilenos foram presos, torturados e mortos. Uma
carnificina que banhou em sangue aquele gramado. Que deve ser lembrada
sempre para que nunca mais ocorra. Bueno. Pinochet se foi, está
no inferno (se é que não deu um golpe por lá e, a
essa altura, já tortura até o diabo) e estamos no promissor
século XXI. E na 50ª edição do Torneio dos Libertadores
que, quando se trata de Grêmio, insiste em espirrar sangue em homenagem
aos primórdios da competição. Desta feita tudo mais
tranqüilo, é verdade. Santiago do Chile e “La U”
nos receberam amistosamente. Bola rolando, normal, a estória é
invariavelmente outra. Sem “regalos” no que diz respeito à
disputa do jogo. Os locais tem uma equipe veloz, disposta, e uma hinchada
que merece referência. E por isso, naturalmente, tomaram as iniciativas.
O bom é que encontraram um tricolor focado e aguerrido. Mais do
que isso. Uma equipe coesa (talvez inspirada na palestra centrada “na
força do grupo”, do eficiente Marcelo Rospide) e que, desde
o primeiro instante, disse a que veio: pela vitória! Correto que,
também conseqüência desta lacuna no comando técnico,
apareceram deficiências táticas. Problemas de marcação,
zagueiros batendo cabeça, alas (igualmente pouco produtivos) sem
cobertura e abrindo perigosas avenidas de acesso a goleira do Victor,
um Jonas que parecia perdido nos deslocamentos e assim por diante. Igual,
tivemos a felicidade de marcar ainda na primeira etapa com Léo,
diante da ineficiência conclusiva dos donos da casa (que nos retribuíram,
de maneira mais modesta bom frisar, a gentileza do festival de gols que
perdemos no Olímpico) e o brilho extraordinário do melhor
goleiro em atividade neste Continente Americano. No intervalo corrigimos
alguns defeitos e, numa jornada redentora, o fechamento do placar com
“El Tanque” fez justiça. E que jogada mortífera.
Souza (jogando concentrado e com objetividade é imbatível),
“de três dedos”, achou o argentino que num movimento
de corpo desconcertou a marcação e abriu espaço para
o “tapa” na pelota! Golaço que só mesmo a Globo
não considerou o melhor da noite, preferindo “Rodrigo Pimpão”
do Vasco. Que se danem. Importa que retornamos classificados e incrivelmente
(frente aos problemas que enfrentamos) com a melhor campanha, neste momento,
na Libertadores. Temos muito que, obrigatoriamente, resolver e melhorar.
A definição do técnico é a prioridade das
prioridades. Não pode mais ser postergada em hipótese alguma
e não admite vacilos. Entretanto, demos o primeiro grande passo
em busca deste Tri da América. Celebremos este triunfo na condição
de protagonistas. Outros tantos (desde o rincão), corroídos
pela inveja dilacerante, seguem como meros espectadores. E a uma distância
quilométrica da imponente Cordilheira.
“Aonde
estão ? Ninguém os vê ...”
Falar
sobre a imprensa esportiva do RS é quase sempre indigesto. É
tanta amargura que seria prudente ao leitor, ouvinte, espectador, se precaver
com envelopes de algum eficiente antiácido efervescente antes de
receber as notícias e/ou comentários. Existem honrosas exceções
em todos os veículos. Uma minoria acuada, infelizmente, por um
vasto contingente que tem por método preferencial a manipulação,
a dissimulação e uma notória mediocridade. Não
raro assistimos ataques virulentos, verdadeiras campanhas contra determinadas
pessoas e instituições. A torcida do Grêmio, especificamente
a Geral, foi de forma sistemática atacada pela mídia ressentida
quando começou a ocupar espaços. Muito antes de alguns episódios
lamentáveis (e também recheados de distorções)
darem satisfação e subsídio justamente aos acusadores
de plantão (sem moral alguma para recriminar quem seja). Existem
também os boicotes permanentes e, no outro extremo, as exposições
desnecessárias.
Dito
isso. Qual o objetivo de um W.C. (que abreviatura mais cheia de significado)
ao dedicar uma coluna inteira na ZH para alardear a “condenação”
do Peninha (diga-se de passagem, com possibilidade de recurso) numa ação
movida pelo arbitro Carlos Simon? Não vamos entrar no mérito
do processo. Até pelo fato do sujeito que se achar ofendido ter
a prerrogativa (a qualquer momento) de buscar a tutela jurisdicional,
cabendo a outra parte fazer a sua defesa. E a contestação
foi muito bem fundamentada pelos advogados do escritor tricolor. Mas,
continuando a interrogação: qual o motivo em escancarar
uma indenização de R$ 15.000,00 (e noticiado de maneira
totalmente errônea num primeiro momento, quem sabe “distorcido
pela isenção”) por suposta ofensa a honra do apitador?
O texto foi todo meloso e envernizado. Porém, na essência,
cumpriu com a finalidade de propagandear ao máximo a reprimenda
e sanção do poder judiciário ao “amigo e colega
querido”. O processo, todos sabem, arrasta-se há algum tempo
e (lógico) diz respeito, mais do que a ninguém, às
partes envolvidas. Ou algum dos lados estaria querendo publicidade desta
questão (no caso o autor) de forma sorrateira? Não acredito.
O que resta incontroverso é a exemplar atitude “ética”
do rubro servidor da RBS em colocar na vitrine uma disputa judicial envolvendo
um colega de profissão. Se pretendia divagar sobre os limites da
liberdade de expressão ou algo do gênero (quem sabe tentando
intimidar terceiros), o “professor” W.C. deveria ilustrar
seu espaço no jornal com as próprias interpelações
judiciais e processos a que respondeu e/ou responde (no âmbito esportivo)
nos informando por quais motivações tramitaram/tramitam.
Uma ou duas colunas, bem fartas, sobre cada número de processo
todos os finais de semana. Seria educativo ? Sem dúvida. Mas, o
verbo fica mesmo no passado. O que esperar de um fariseu?
Já
disse antes e reitero: por medida profilática (e atendendo sábia
recomendação, além de respeitar meu exíguo
tempo no cotidiano), abandonei a leitura voluntária de certos “jornalistas”
(leia-se: expoentes da amargura midiática). Wianey Carlet e sua
hipocrisia, por exemplo, passam batido. Assim como o engomado David Coimbra
que, tempos atrás, alardeava que “os cânticos da Geral
do Grêmio” eram “racistas” (tem até um
vídeo da TVCOM com este ataque para quem anda, digamos, esquecido).
Defendia tal posição cretina com a mesma firmeza que lambuza
gel no couro cabeludo. Agora, também no último final de
semana (tomei ciência do conteúdo por conta da remessa do
atento gremistão Dr. Henrique Azambuja), proclama (que novidade!!!)
a obviedade do Grêmio ter a melhor torcida do país. Com o
atraso considerável de alguns anos e não sem antes ter colaborado
para denegrir a própria imagem dos que, com sua voz, fizeram e/ou
fazem à força da Geral. Talvez em busca de alguma audiência,
já que anda solenemente ignorado pela massa crítica torcedora,
resolveu se derramar em elogios. Conseguiu seu feito. A ponto de (isso
sim uma surpresa, e bastante desagradável) ter seu esperto adesismo
e a cara de almofadinha postada no site oficial da banda com indicação
de leitura do respectivo Blog no ClicRBS. Menos gurizada, por favor.
A
propósito da relação equivocada e deteriorada da
direção do clube com o principal segmento da torcida (e
todos sabemos disso e comentamos, dentro e fora das arquibancadas, que
o Grêmio é quem perde), não serão estes oportunistas
os mais indicados a dar aconselhamentos e fazer promessas. Até
pelo fato de, vamos combinar, ser demagogia barata. Agora, se o leitor
gosta das “contribuições” destes indivíduos,
fazer o quê ? Cada cabeça é mesmo uma sentença.
No modesto juízo de quem assina este texto, são seres repelentes.
Perfeitamente indicados para, num grande mutirão pela saúde,
ajudar no combate a febre amarela e a dengue que (lamentavelmente) se
espraiam pela Província de São Pedro.
Ainda
sobre a imprensa. Coluna do Mário Marcos de Souza, prestimosa ZH
14/04 do corrente. “Imbatível. O Clássico Fla-Flu
de domingo teve 72.000 torcedores, que lotaram o Maracanã e cantaram
o tempo todo. Os cariocas continuam imbatíveis na paixão
e na criatividade.”
Para
encerrar. O insuperável/insuportável “Diário
Gaúcho” (com a devida licença do nosso combativo Cacalo).
Na segunda-feira, imprimiu um “outdoor” em sua capa destacando
um “gol de letra” sobre a esforçada ULBRA que pena
com salários atrasados desde janeiro. Jogo pela aldeia. Nesta quinta-feira,
e Libertadores da América meu camarada, uma capa cadavérica
e sensacionalista encobre um quadradinho que cita a vitória gremista
e o gol de Maxi Lopez. Golzinho desses comuns. Compare nas fotos abaixo...
Não
dá nada. Vamos em frente. Se todos estes amargos se incomodam é
sinal de que estamos avançando. Avante Grêmio ! Vamos chegar!
Queremos e teremos a Copa!
Jorge
Bettiol
ducker.com.br

 
A
RENOVAÇÃO
(08/04/09)
Pode
até ter alguma conotação bíblica. Quem sabe
um destes sinais a indicar a redenção iminente, ou, simplesmente
o momento marcado pelo destino para acontecer. Por sorte, os fatalistas
não são a maioria nos estádios. Fiquemos, então,
com o viés religioso. Num período que se relembra morte
e ressurreição, finalmente sepultaram o Celso Roth ! E,
por via das dúvidas, façamos um revezamento sentinela para
que da tumba ele não saia. Embora saibamos que somente o Grêmio
(clube literalmente extraordinário no qual acreditamos sempre),
seja Imortal. Seguindo. Percebe-se, com isso, um efeito imediato: a renovação
das esperanças gremistas nesta temporada. Afinal, sejamos francos,
um pessimismo perigosamente contagiante se espraiava por parte considerável
do universo tricolor. Não por nada, pois a cada insucesso acumulado
mais desculpas esfarrapadas, ranços e, incrivelmente, inércia
dentro e fora do vestiário. Resultado de uma tolerância inaceitável,
o agora demitido falou às asneiras que bem entendeu (atingindo
a hierarquia clubística, a torcida, jogadores) e fez o que pretendia
empilhando ações desastradas. Tudo com breves intervalos,
entre um sorriso cínico e outro. Respiremos. O fato é que
a prolongada, desgastante e nefasta permanência do sujeito finalmente
chegou ao fim. Com o seu preço constrangedor, evidentemente. Mais
uma competição perdida e uma miserável performance
nos recentes GRENADAS. O inominável desempenho na Taça Fábio
Koff , aliado a nova derrota para um rival assumidamente borrado em nos
receber, tornou definitivamente insustentável para o departamento
de futebol o que já estava consagrado (de longa data) para massa
torcedora. Eis aí o alerta: o clamor justificado de uma briosa
e fiel Nação não pode ser tão demoradamente
assimilado e atendido por seus representantes. “Antes tarde do que
nunca” diria a Nonna, não sem antes esmurrar a mesa com o
rolo de massa e pedir a Deus que ajude o Grêmio a manter suas avalanches
e a Itália a suportar os terremotos.
O
clássico. Após o arrastado jogo contra o São Luiz
e o fracasso dos suplentes em Caxias, era impositivo ter atitude no aterro.
E a pressão da torcida resultou numa apresentação
digna, porém insuficiente para nos contemplar com o triunfo. E,
vamos combinar, Leonardo Gaciba mereceu todos os elogios a sua progenitora.
Nos sonegou uma penalidade escandalosa sobre Léo, marcou todas
as faltas (invertendo várias) para o outro lado e aliviou algumas
que nos favoreceriam. E ainda fez aquela compensação grotesca
quando o garotinho “fica meu mel” cavou o empate. Igual, não
foi o apito o derradeiro carrasco. Desperdício custa caro. Duas
bolas na trave (Souza e Jonas), uma terceira retirada quase de dentro
e um arremate sem goleiro que foi parar na nossa torcida. Adiante. Não
vamos esmorecer. Em julho vamos ter a oportunidade de mais um encontro
(aniversário de batizado) e, certamente, com um novo ambiente construído
na transição que inicia.
Arquibancada
copada. De acordo com o anunciado (e seguindo a rotina) a torcida gremista
foi soberana no banhado. Nos fizemos ouvir intensamente, o que incomodou
os espectadores locais. Comandados por um alto-falante e regidos por um
telão, se resumiam a tentar responder aos cânticos gremistas
incessantes. De um lado, o alento inigualável. Do outro, descontração
e um estádio tomado por fãs do finado Fred Mercury (a exceção
foram cerca de três mil honrados visitantes) imitando borboletas
no ritmo de uma gravação. Deprimente, mas risível.
Apesar do resultado adverso de campo e naquele clima de assembléia
(todos conversando, discutindo o futuro imediato do Grêmio) que
tomou conta dos tricolores, ainda na esfarelada arquibancada FIFA, um
consenso havia: a platéia do co-irmão é sempre muito
divertida.
Presença
ilustre. O impagável Peninha Bueno representou os carismáticos
Blue Brothers. Grande figura. Esteve junto à torcida na marcha
(a maior do final de semana nesta capital, a coluna tem plena convicção)
rumo ao aterro.
A
propósito da caminhada: o que se passa na cabeça (não
ouso dizer "mente") de alguns brigadianos ? Alguém explica
o motivo (como se fosse possível justificar) daquele disparo efetuado
para o alto bem defronte a concentração de torcedores formada
pela escolta, em pleno Parque Marinha ? Até quando tanto despreparo
?
A
busca da Copa segue nos mobilizando. Mal se passaram 48 horas e mais de
30.000 gremistas conseguiram chegar ao Monumental, driblando um horário
inapropriado para quem (esmagadora maioria) cumpre um expediente e está
na batalha do dia-a-dia. A devoção superou com folga às
dificuldades e mais um espetáculo fez trepidar a casa de todos
os gremistas. Goleamos os modestos e esforçados bolivianos e nos
encaminhamos para classificação. Na sequência o calendário
nos contemplará somente compromissos pela Libertadores. Na próxima
semana vamos ao Chile e, na saideira do mês teremos os colombianos
em Porto Alegre. Há todo tempo para uma retomada e toda confiança
que chegaremos ao estimado objetivo. Quero ver-te campeão, brada
a multidão que vai apoiar como em todos os anos !
Esperamos
um técnico, não somente um treinador. E, por certo, isso
não é uma questão semântica. De preferência
com esta identidade, este DNA combativo e copeiro do Grêmio. Portaluppi
bem que poderia ser o nome. Disparado, é o eleito da torcida. Enfim.
Todos na expectativa que a escolha a ser feita seja o melhor para o Grêmio.
Na
segunda-feira (06/04) a Escolinha do Grêmio completou seus 40 anos
formando atletas e cidadãos. Garimpando talentos e talhando estas
descobertas com trabalho sério e dedicação, estamos
garantindo o futuro da nossa gloriosa instituição. Parabéns.
A festa está só começando.
Educação.
Não é por ser alvi-rubro que não saudaremos. Parabéns
ao Bangu Atlético Clube pelos seus 105 anos de existência.
Desde 1995 temos uma enorme simpatia (no RS chegou a ter um quase homônimo,
o famoso "banguzinho") por este “club” fundado por
ingleses numa fábrica em solo tupiniquim. Sua trajetória
proletária é coerente. E, o mais importante: ESTA SECULAR
INSTITUIÇÃO JAMAIS TEVE DÚVIDAS SOBRE SUA PROCECÊNCIA.
Merece respeito.
Jorge
Bettiol
ducker.com.br
 
JAMAIS
TEMER (04/04/09)
O
que parecia difícil de ocorrer, aconteceu: uma campanha pior neste
atribulado segundo turno do formulista e acariocado campeonato Gaúcho.
Mas, ficaremos por aqui. A retrospectiva destas últimas duas (a
de quinta-feira inominável) partidas fica postergada para semana
vindoura. O fato objetivo e desafio confirmado para o dia de amanhã
é mais um GRENADA na beira do lago. Novo confronto com o velho
e ressentido vizinho. O jogo acabou sendo antecipado pelas confusas estratégias
gremistas. Tudo bem. Vamos aos costumes. Afinal, não tememos enfrentar
os arrogantes da Padre Cacique e sua equipe de gazelas velocistas. Coparemos
o aterro (que anda envolto em apoteótica atmosfera) e nos faremos
ouvir antes, durante e depois da visita. Nada cala o sentimento da maior
e melhor torcida do Rio Grande. A que faz Escola e reprova a totalidade
dos candidatos a discípulo que não tem a sabedoria (e o
bom gosto, convenhamos) de trajar o azul, o preto e o branco. Como é
de praxe iremos, desde a carcomida localidade (um brete) que nos destinam,
comandar as arquibancadas e tomar a lição dos alunos displicentes
cujo triste e repetido destino é a reprovação. Por
outro lado, exigimos (com autoridade) de todos (dirigentes, comissão
técnica e jogadores) o mais devotado empenho neste enfrentamento.
Isso começa tendo vergonha na cara, respeito pelo povo tricolor
e plena consciência da enorme responsabilidade em obter um resultado
positivo neste clássico. O torcedor que apóia em toda e
qualquer circunstância (nos bons e maus momentos) não espera
nada menos do que a vitória. Gana para vencer e bravura em cada
lance da disputa. Somos o Grêmio, caralho ! É da nossa gênese,
da nossa honrada tradição a superação e o
triunfo. Somos o clube das façanhas. Das jornadas épicas
e inesquecíveis. Neste 04/04 que amanheceu e permanece com o céu
celeste, a cada hora que passa diminui o agito e os ruídos incompreensíveis
que partem da região banhada do Menino Deus.
Os
vizinhos sabem. Estamos chegando.
Jorge
Bettiol
ducker.com.br
 
MENOS,
BEM MENOS (02/04/09)
A
putiada de Celso Roth em Douglas Costa no treino de ontem transcritas
por um repórter deixou muita gente estarrecida. Para os mais ingênuos
foi a descoberta do terceiro segredo de Fátima: Treinadores gritam
com os jogadores. Inclusive com os mais novos. Das palavras proferidas
que ofenderam a velhinha de Taubaté e outros puritanos não
há muito que discordar. Sondagens do exterior, matérias
especulativas e a pressão da torcida gritando seu nome substituem
o foco pelas nuvens, irremediavelmente, na cabeça de qualquer jogador
de 18 anos. Criam a falsa idéia de que estão prontos e a
determinação perde lugar para vislumbres de mansões
para a mãe, carros e atrizes globais. Essa é armadilha onde
promessas se estragam e nunca mais se cumprem.
Quem
percebe esse desvio de metas no dia a dia e tem toda a responsabilidade
em corrigir é o treinador e a dureza das palavras é proporcional
ao talento e potencial do jogador. Não é com palavras doces
e obséquios que se coloca um trem de volta aos trilhos. “Você
acha que sabe tudo, mas não sabe merda nenhuma” funciona
melhor que “Jovem, desculpe interrompê-lo, mas percebo que
está equivocadamente convencido de ser dotado de toda sapiência,
portanto é meu dever lhe revenir de que, todavia, este conhecimento
é exíguo”. Não, não é com essa
paciência que fala uma Bomboneira lotada em final de Libertadores.
Claro,
foi um prato cheio para o sensacionalismo. Mas ainda era preciso pegar
o depoimento da “vítima” do facínora insensível
cruel e impiedoso Celso Roth. Talvez uma resposta forte como “feio,
chato e bobo”. Não houve, pois Douglas Costa sabe que esse
tipo de cobrança e linguajar é tão comum no futebol
quanto a bola. O jornalista, experiente e velho de guerra também
sabe, mas tudo é motivo para uma boa manchete. E esta vai encontrar
um público facilmente manipulável e sedento por escândalos
e crises. Mesmo que estas precisem ser criadas dentro de redações
e cabines de imprensa.
Se
Douglas Costa for vítima de algo, será da mão passada
na cabeça.
Cristian
Bonatto
 
EL
POLLO (27/03/09)
Desta
feita não houve incidente diplomático. Não foi apresentada
nenhuma reclamação (ou denúncia antecipada) de um
suposto clima hostil a nos aguardar. Portanto, Evo Morales pôde
seguir preocupado somente com as refinarias e não necessitou ordenar
a seu exército que cercasse e sitiasse a delegação
do Grêmio em resposta a alguma eventual bobagem pronunciada. O prudente
silêncio de um dos nossos dirigentes foi à garantia inconteste
para uma estadia serena em território boliviano. Ao menos até
começar o desafio no gramado (e aí, até para bater
escanteio teve policiamento protegendo). Com pulmões experimentados
e devidamente oxigenados enfrentamos nova altitude e um adversário
destinado a ser um dos sacos de pancada desta competição
que nos mobiliza e faz disparar os batimentos cardíacos. Alguém
imaginava placar elástico? Quem sabe uma apresentação
faceira que mantivesse o brutal equívoco da prensa bolivariana
(isso sim uma ofensa digna de resposta militar) em nos caracterizar como
“equipe carioca”? Não esta coluna. Até pelo
seguinte: “nada é fácil para o Grêmio, tudo
é sofrido” (acrescentaria: notadamente quando o próprio
Grêmio não se ajuda). Tu já ouviste esta frase dezenas
de vezes. E a mesma é uma sentença fundamentada por fatos
históricos e, portanto, incontroversos. É da nossa gênese
conseguirmos os maiores triunfos na base da mais estupenda e memorável
superação. Ok. Voltemos a Cochabamba, terra andina onde
os feitos da história do Grêmio e do arqueiro local serão
cantados ao som de “charangos” e do mascar das folhas de coca
por muitas gerações. Era tudo ou nada para o time local.
Na verdade quase nada, vide a pelota murcha dos que também trajaram
azul (não honrando esta bonita cor). Saímos pra cima decididos
a liquidar a fatura logo e descer a cordilheira com os três pontos.
Criamos, mas na decisiva hora da conclusão voltamos a falhar clamorosamente.
Inúmeras oportunidades para liquidarmos os oponentes, ainda na
primeira etapa, foram perdidas. O gol de Jonas (com Alex Mineiro mais
uma vez trabalhando como garçom), antes do intervalo, premiou o
esforço e amortizou o desperdício. Sua expulsão (revidando
uma agressão), curiosamente após Tcheco começar a
ter seus acessos dispersivos e também enervantes, preocupou a gremistada.
Sofremos a igualdade quando, no lado oposto do campo, nosso garçom
deixou cair à bandeja na grama. Tudo se encaminhava para um frustrante
empate (com Celsinho colocando Makelele, nosso maratonista cheio de energia,
aos 40 minutos da etapa final). Mas eis que, finalmente, surgiu a Aurora.
Um sol “quechua” em plena noite boliviana. Tcheco bateu uma
falta de maneira amistosa, quase sem força. O goleiro celeste,
este sim um legítimo Hermano, aceitou e bem no meio das canetas!
Redonda no barbante e... Goool do Grêmio! Alegria da Nação
Gremista! Mesmo naquele momento de euforia lembrei de como é importante
ampliarmos e fortalecermos o Mercosul. Igualmente recordei do triste encerramento
das atividades da AVIPAL no RS e das razões que levam gente ingrata
a aposentar um guarda-metas eficiente tipo o saudoso Clemer. O Sílvio
Dulcich é argentino e, possivelmente, tem no Pollo (quem sabe com
papas) um de seus pratos preferidos. Que Bueno. Foi a receita perfeita
para retornarmos com a vitória.
André
Krieger disse, ao terminar o jogo, que de certa forma o frangaço
do goleiro adversário seria “um marco inicial para um novo
momento” do Grêmio. Mesmo compreendendo o contexto da manifestação,
penso que não é o melhor parâmetro. Por favor. Nosso
ponto de referência (dentre outros) para chegarmos ao principal
objetivo da temporada é a correção imediata destes
desperdícios ofensivos. Não poderemos contar a
todo instante com algo inusitado para vencer os desafios. Nossa
falta de competência nas finalizações não pode
ser entregue a sorte ou a ruindade alheia. Contra a ULBRA em
Canoas, numa escaldante tarde e num arrastado jogo (com direito a cerveja
quente no estacionamento), chegamos a perder um lance capital por uma
camaradagem vacilante. O Grêmio precisa criar incessantemente e
não deixar de converter, pois logo adiante a Libertadores afunila.
Elementar. E neste espaço já lembramos que no Monumental
temos potentes refletores para trabalhar a exaustão finalizações,
não ensejando (por certo) algum adicional noturno a graúda
folha de pagamentos. Ansiedade pode muito bem ser tratada com ansiolíticos,
mas melhor ainda se for com a bola na rede.
Mistério.
O co-irmão esperou um século para ter um ônibus personalizado
(já batizado por moradores de Sapucaia, segundo notícias),
mas o mesmo chegou incompleto. Assentos do “Morangão”
foram retirados para “dar mais espaço” e conforto a
atletas que costumam ser muito afetuosos em aeronaves (assim atesta vídeo
recente e de muito sucesso - clique aqui
e aqui
para ver) e não se desgrudam em viagens. Por modéstia, ninguém
assume a autoria da providência, mas especula-se ter partido dos
próprios dirigentes rubros. Total coerência, pois com as
novas contratações (chegou o irmão do descontraído
Richarlyson) é necessário uma abertura maior nos fundos
do coletivo.
Epitáfio.
Morreu Clodovil Hernandez, sujeito que certa
feita pronunciou ser “o vermelho uma passarela cintilante para vida”.
Faleceu na condição de Deputado Federal eleito pela consciência
e frescura de milhares de paulistas e paulistanos. Na dúvida sobre
qual seria o melhor local para seu sepultamento (a generosa São
Paulo ou a pomposa Brasília), teve seu último desejo
atendido: foi, agora literalmente, enterrado no Morumbi. Sob
o aplauso e lágrimas dos bambis. Que descanse em paz.
Comemoração.
Em homenagem ao “The Bobos Day” a capital dos gaúchos
receberá a peso de ouro, diga-se de passagem, a seleção
“canarinho”. Comandada por um dos preferidos da Branca de
Neve, hoje empregado do Sr. Ricardo Teixeira, o “scratch”
nacional enfrentará o selecionado do Peru. O evento é praticamente
beneficente e busca ajudar a FGF (e também a pobre CBF) a sanar
suas inúmeras dificuldades financeiras e, evidente, colaborar com
as crianças carentes. A partida deste primeiro de abril, bom não
esquecer, será realizada num aterro que é a legítima
piada citadina. Se tu não és gremista, é
imperdível! Não deixe de participar!
Homenagem
justa. Hoje gremistas estarão celebrando o aniversário do
estimado presidente Hélio Dourado. O que, de fato e de direito,
acrescentou a palavra Monumental ao valoroso Olímpico. O sujeito
que deu um basta ao período de efêmera hegemonia do futebol
bailarino na Província e, mais tarde, desbravou os caminhos para
que conquistássemos a América e o Mundo. Vai ser no restaurante
Copacabana, aquele mesmo em que o Lupi (no guardanapo e na caixinha de
fósforos) eternizou em versos o seu amor pelo Grêmio. Ao
agradecermos o convite, fica registrado o nosso abraço.
Aniversário
de todos. Na saideira de março, Porto Alegre com 237 anos. Destes,
quase 106 orgulhosamente representada por um clube que também representa
o Rio Grande pelo planeta afora. Parabéns. És sempre demais.
Jorge
Bettiol
ducker.com.br
 
UH,
TRICOLOR! (20/03/09)
É
o que a torcida pretendia. Pronta e imediata recuperação
no campeonato da Província. De preferência de maneira impositiva.
Não se pode esperar nada menos dos profissionais gremistas,
do que a efetiva responsabilidade com todo e qualquer compromisso, todo
e qualquer desafio (e isso não cansaremos de repetir).
Iniciamos em São Léo com um mistão recheado por três
zagueiros e três volantes contra um esquálido oponente. Mas,
quem entrou se multiplicou em campo e foi em busca do resultado. Não
faltou disposição e o gol de Makelele (numa arrancada digna
de pista atlética), ainda na primeira etapa, selou a vitória.
E por alí mesmo poderia findar a partida, pois no tempo final a
ordem foi “administrar” o resultado. Causando natural frustração
para quem pagou ingresso caro (R$ 30,00 foi mais uma garfada no bolso
dos tricolores) e queria bola rolando para frente e não para os
lados. Tudo bem, ganhamos. Saímos do Cristo Rei para reencontrar
um velho freguês citadino. O glorioso Zequinha, em 135 confrontos,
perdeu 101 para o tricolor. E balaio de gols também não
é novidade. Iniciamos decididos, marcando com Tcheco e com um ímpeto
de fazer avante bater cabeça. Tudo enquanto a galera ainda entrava
no estádio. No transcorrer, o aguerrido Jonas aproveitou para dedicar
um gol aos espanhóis e outro aos descrentes (com direito a perder
um terceiro em homenagem aos corneteiros). Dentro da normalidade, amassamos.
A única diferença, de uns anos para cá, é
que o time da Zona Norte se transformou numa filial (geriátrica)
da Padre Cacique. Do treinador a maioria dos comandados. A começar
pelo seu bolorento “patrono”, “presidente honorário”,
seja o que for. E a grande, notadamente inchada e obesa, estrela
zequiana é mais uma das “legendas” dos rivais abandonada
à própria sorte. Na noite do seu aniversário,
após iludir-se com uma gentileza da defesa gremista (e
imaginar uma comemoração regada à aguardente),
recebeu o verdadeiro presente: alguns pontapés, vários dribles
desconcertantes (destes de entortar a coluna) e meia dúzia de tentos.
O povo gremista só não cantou parabéns pelo fato
de não ter bolo. Compreensível. Não seria etilicamente
prudente soprar velinhas no gramado. Risco de combustão. E, bom
lembrar, as obras da nossa ARENA ainda nem começaram.
Quem
disse que pressão (realizada no momento e local apropriado) não
dá retorno ? A insurgência da Nação Gremista
está fazendo com que o teor de alguns pronunciamentos (mais recentes)
no clube se modifique quase substancialmente. E, fundamental: percebeu-se
um rompante de ter e cobrar atitude naqueles que tem a honrada tarefa
de conduzir o Grêmio a novas glórias neste 2009. Ainda é
tímido, mas é um avanço. Não suficiente, é
verdade, para nosso soberbo treinador (que quando finalmente cede, no
calor da expectativa e exigência das arquibancadas, dá entrevistas
alardeando que pretendia “fazer média com a torcida”)
parar de falar asneiras (até quando?) e se concentrar única
e exclusivamente nas suas obrigações. A propósito,
Maxi Lopez fez a estréia em casa e anotou o seu gol. Pelos relatos
tem se esforçado tremendamente para render o melhor nas competições
e demonstrou humildade para colaborar com o grupo. Além disso,
tem plena consciência dos desafios e da grandeza do Grêmio.
Que nos ajude a erguer os troféus que almejamos.
Camisas.
Impressionante a aceitação das duas novas camisas do Grêmio.
Também gostei. Não por acaso, o manto sagrado titular voltou
a ostentar sua identidade na configuração das listras e
na tonalidade do azul celeste. A outra, alternativa (e aí com plena
liberdade para os fabricantes inventarem), em azul e branco e com listras
horizontais chama atenção. O preço de ambas é
bem elevado para o padrão da massa (o que empurra muitos para chamada
“pirataria”) , igual vende bastante. O que não
dá para entender é o motivo por se achar no comércio
formal (e não estamos falando de ambulantes, bom frisar) estas
mesmas duas camisas por valores menores (não só na capital,
mas em Bento, Caxias, etc.) do que os praticados na GrêmioMania
do Olímpico. E, vamos combinar, além de uma linha
de camisas “similares” (como fazem os Europeus, por exemplo)
e mais acessíveis ao orçamento da gremistada, sócio
em dia poderia ter um desconto maior em todos os produtos oficiais, não
é mesmo ?
Ainda
sobre camisas. Neste site (ali quando tu clicares “últimas
atualizações”) tem a indicação do material
produzido pela turma do site Grêmio Copero e que está realmente
muito bacana. E a Geral do Grêmio (www.geraldogremio.com.br)
está fazendo uma campanha de arrecadação, também
via venda de uma camisa própria (podes pedir pelo site da Geral
ou adquirir diretamente no Faísca). Além disso, está
rolando a rifa de uma camisa oficial autografada pelos jogadores do atual
elenco. Quer ajudar mais a esta gurizada? Então, te liga:
já começou a campanha de arrecadação de papel
picado, bobinas e sinalizadores. Tudo isso para que a melhor torcida do
país prossiga fazendo história.
Domingo
tem Avalanche em Canoas e na quarta-feira subimos a Cordilheira para continuarmos
nesta busca incessante pela Copa. Vamos Grêmio !!!
Jorge
Bettiol
ducker.com.br
 
SEGUIR
ALENTANDO! (12/03/09)
Ainda
não foi a redenção, mas vencemos. O que todos exigíamos
e aguardávamos aconteceu: superamos a modesta equipe do Boyacá.
A comentada altitude não foi obstáculo para um Grêmio
bem preparado fisicamente e que teve disposição desde o
primeiro momento. Os adversários praticamente não jogaram
e o tricolor teve o domínio das ações criando e também
desperdiçando inúmeras e inacreditáveis oportunidades.
Na primeira e na segunda etapa tivemos bola na trave, mano a mano e até
goleira escancarada para marcar. O incrível lance protagonizado
pelo Jonas é a ilustração perfeita desta pressão
enfartante que não resultou na rede estufada e levou a gremistada
quase ao colapso. E numa competição destas a displicência
e a imprecisão nas conclusões, caso não seja superada,
costuma cobrar muito caro. Ok. De novo bastante afobação,
uma intranqüilidade dos bastidores e tal. Só que precisamos
aprimorar, pois o volume e a quantidade de situações de
gol assemelhou-se a produção da estréia contra os
chilenos. Menos mal que, numa abençoada bola parada, não
tivemos o mesmo desfecho no placar. A vitória, além de necessária,
foi justa e nos livra de novo constrangimento. A valorizamos imensamente,
mas sem ufanismos. Fizemos a nossa obrigação enquanto clube
grande e com tradição diante de um oponente frágil
e com pouca expressão (embora bem superior ao implacável
União Rondonópolis). O desafio é, daqui para frente,
manter sempre a combatividade e treinar exaustivamente para uma
imprescindível eficácia nas finalizações.
Que passem, nos intervalos que existem entre os jogos (e eles até
são generosos em muitos momentos, acredite), à noite e as
madrugadas se preciso, praticando e aperfeiçoando fundamentos,
exercitando arremates, ensaiando jogadas. Ganham muito bem para isso,
estão num clube com uma estrutura e um suporte invejável
e ainda trabalham (a princípio) com o que gostam. Uma
torcida apaixonada, devotada e fiel como a nossa não aceita outra
postura que não seja de entrega total e plena dedicação
aos objetivos do Grêmio. E isso não é favor, é
obrigação dos profissionais que vestem e representam as
nossas cores.
E
o clima? Aquela chuva fina, agourenta e ameaçadora, que nos acompanhou
durante a partida no planalto colombiano foi soprada pelo gol de Souza
e pelos ventos andinos. Que assim seja com o restante da nebulosidade.
Queremos a plena recuperação, a afirmação
e a bonança.
Desembarcamos
em Porto Alegre sem a necessidade de trazermos junto os cilindros de oxigênio
(lá mesmo praticamente sem serventia) que nos fizeram companhia
no “La Independência”. A tensão crescente dos
últimos dias, sem dúvida, foi amenizada. No aeroporto, mais
cumprimentos e palavras de apoio do que no embarque. Ainda em território
estrangeiro, nosso treinador não se continha na sua faceirice.
A descontração que beirou a euforia denotava o alívio
de quem teve uma espécie de suspensão temporária
da execução justamente a caminho da guilhotina. Gostaria
de ver, ouvir e sentir uma exaltação (pelo resultado) ligada
diretamente à retomada da meta de classificação e
pelo sucesso nesta Libertadores. Pareceu mais uma comemoração
pela manutenção do emprego. Além disso, repetiram-se
as cansativas e inaceitáveis desculpas da quase impossibilidade
de lutarmos paralelamente pelo campeonato regional. E, de tão constrangedora
e descabida tal manifestação, surge agora à notícia
que o grupo de jogadores está querendo disputar e ganhar o torneio
da Província. Responderam a desmotivação
permanente do comandante da comissão técnica com sua mobilização
espontânea. Tudo transcorrendo enquanto o respeitável
corpo dirigente do clube acompanha complacentemente a todo este descompasso
no vestiário. Não surge uma
voz de comando que imponha a um Resmungão Roth um “por que
não te calas?”. E poderiam acrescentar: "pare de reclamar
e vá trabalhar (disseste que não consegues treinar há
mais de 30 dias, isso é até motivo para “justa causa”)!
Afinal, tens a obrigação de ganhar o que vier como desafio
imediato e não interessa o adversário, não interessa
a competição, pois estás no GRÊMIO ! Estas
no GRÊMIO, caramba!"
A
posição de desconforto da torcida (esta mesma que segundo
o treinador “não entende”, “quer ganhar tudo”,
“vive da cultura do resultado”) perante tais circunstâncias
foi mais do que fundamentada e externada. Os dirigentes, na contramão
deste vasto clamor público, seguem com sua aposta. Cabe
a nós seguir apoiando o GRÊMIO, como tradicionalmente fazemos,
sem nenhuma hesitação. Acreditamos sempre no Imortal, na
sua história, na sua trajetória copeira e somos os que integram
a grandeza da sua gente. Seguiremos abafando vaias com o nosso aplauso
e alentando intensamente ao tricolor nos embates que se aproximam.
Porém, não esqueçam de retribuir com o devido respeito.
Não é pedir demais.
Neste
site estão postadas fotos da localidade de Tunja. É
o famoso “eu te sigo a toda parte” da Nação
Gremista. Ao contrário do que previa um dos diretores
do clube (que depois passou se explicando: do Embaixador da Colômbia
ao comando das FARC, passando pelo Papa) não ocorreram hostilidades.
Pelo contrário. Um povo hospitaleiro e que teve na recepção
ao Grêmio um motivo para festa e celebração. Domingo
a massa gremista se reencontra em São Léo (atenção
Vale dos Sinos) contra o Sapucaiense e na quarta-feira tem o Zequinha
no Monumental!
Vamos
Tricolor !
Jorge
Bettiol
ducker.com.br
 
TEMPESTADES
(06/03/09)
O
desconforto permanece. São dias cinzentos e agitados pela gloriosa
região da Azenha. E, ao que tudo aponta, a previsão meteorológica
indica a seqüência da instabilidade. Não é nenhum
ciclone que avança pelo oceano, contudo, a razão para tal
circunstância. A nebulosidade (que se espalha perigosamente) concentra-se
sob o sujeito que deveria comandar com inteligência e bravura o
vestiário tricolor. Mas, que nada. O cara não aprende e,
pior, não assume nada. É mais confortável se eximir
e agir de forma desrespeitosa perante a torcida, insolente frente aos
dirigentes e antiética junto aos seus próprios jogadores.
Definitivamente, a paciência e a boa vontade se esgotaram. E a responsabilidade
é toda deste que, escorregadio, além de carecer de brilho
prefere a formação permanente de nuvens carregadas. Vapores
condensados por incapacidade, arrogância e medo. O povo gremista,
neste começo de março, vive um misto de incredulidade, irritação
e tensão pelo que se passou e, principalmente, pelo que ainda pode
advir. Expectativas otimistas estão se transformando na certeza
de que, se não forem tomadas providências imediatas, nosso
principal objetivo neste semestre estará comprometido. Reafirmamos
que na Libertadores temos toda condição de classificar e
que, ainda, não se “complicou” o seu desenrolar. Contudo,
as irresponsabilidades praticadas no GRENADA são alarmantes e já
foram por demais comentadas desde o fatídico domingo. Há
um consenso gremista elementar sobre as razões de novo fracasso
perante os que, dias antes, haviam apanhado do "temido" União
Rondonópolis (e, no retorno, com os calções nas mãos
se classificaram). Uma obviedade demolidora explica esta seqüência
de insucessos nos clássicos. Até o mais amargo e oportunista
integrante da imprensa vermelha não consegue esconder que temos
perdido (mais do que tudo) para nós mesmos. No final de semana,
estivemos acanhados, irreconhecíveis e graças aos receios
e às confusas intervenções do Sr. Celso Roth. Na
quinta-feira à noite, cercado por uma quase unânime e inevitável
hostilidade, fraquejou diante do esforçado Ypiranga de Erechim.
É dose. Mas, o mais inacreditável é esta falta de
autocrítica, esta prepotência de fazer de conta que os equivocados,
na verdade, somos todos nós. Afinal, somos limitados, tacanhos,
e não conseguimos enxergar no médio e no longo prazo a eficácia
das suas mirabolantes teses e da sua notória “genialidade”.
Seria cômico se não fosse trágico e, também,
extremamente preocupante. Pois o que nós gremistas constatamos,
desde a saída indignada do aterro até o momento de digitar
estas linhas, é que a presunção segue lépida
e faceira (com ares de cinismo) pelo Estádio Olímpico. E
nossa direção (até quando?) segue anestesiada e se
furtando dos movimentos cirúrgicos que precisa realizar. Não
há mais clima, não existe mais ambiente. Seja na casamata,
seja na arquibancada. O leitor, toda torcida gremista e a coletividade
futebolística do Estado perfeitamente o sabem. As estatísticas
dos fracassos e a total ausência de atitude diante dos mesmos (esta
megalomania rothiana de não assumir minimamente os erros, de fato,
impressiona), nos aproxima de um indesejado impasse. Nesse sentido, é
urgente agir e romper com a estagnação e as desculpas esfarrapadas.
Pois quem observa o gramado e também mira os cêus pelas bandas
do Monumental não tem nenhuma dúvida: prosseguindo a onipotência
e a omissão, virá também mais turbulência,
acompanhada por raios, trovões, e bastante granizo. A tempestade
é uma manifestação da natureza. Desta nossa natureza
humana que, transbordando, costuma ser como as enxurradas que derrubam
tudo pela frente.
No
primeiro semestre de 2008, após as desclassificações
no Gauchão e na Copa do Brasil, o conflito se transformou num confronto
aberto que envolveu a nós torcedores, seguranças do clube
e policiais militares. Um protesto pacífico acabou com bombas de
efeito moral e balas de borracha. Uma covardia denunciada fortemente por
esta coluna. Isso já faz quase um ano. Logo em seguida, André
Krieger pediu calma e resolveu arriscar. Mesmo com total oposição,
manteve a comissão técnica. É um dirigente idôneo
e sabemos que busca o melhor para o Grêmio, mas há de considerar
que a prudência excessiva, às vezes, é o combustível
que detona as piores explosões. Sejamos francos: venceu o prazo
de validade do Sr. Celso Juarez Roth no Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense.
O departamento de futebol não pode mascarar esta realidade, sob
pena de conivência com mais um acachapante revés.
Neste
espaço, mesmo enquanto não se resolver à questão
concernente ao nosso desgastado treinador, não propagaremos campanhas
do tipo “boicotar os jogos”, “não comprar produtos
oficiais”, “vaiar incessantemente” dentre outras que
surgiram. Obviamente não temos acordo em relação
a tais encaminhamentos. O Grêmio, repetimos, sempre acima de todos:
dirigentes, treinadores, jogadores, grupos de torcedores, o que for. Todos
passarão e o que fica e deve permanecer é o sentimento.
As reivindicações e os protestos devem ser feitos, lógico.
O pátio do Monumental não só pode como deve ser ocupado
para manifestações legítimas da massa gremista. Que
cada tricolor analise bem qual a melhor forma, o momento e o local para
expressar sua justa indignação. Não esquecendo que,
na cancha, o alento jamais pode cessar.
Jorge
Bettiol
ducker.com.br
 
VAMOS
TRICOLOR, QUEREMOS A COPA! (28/02/09)
Foram meses,
semanas, dias e segundos da mais pura expectativa até a estréia.
Normal que uma ansiedade por triunfar tenha trazido afobação
e desperdício de inúmeras oportunidades. Mas tivemos também
or triunfar tenha trazido alguma afobaçe que mescla juventude er
um afortunado goleiro oponente e um infeliz apito charrua a colaborar
para que a bola não estufasse as redes. Entre penalidades sonegadas,
bolas na trave, adversários salvando na linha e bate e rebate ficamos
no indesejado zero a zero. Os chilenos festejaram e resumiram o embate
de Porto Alegre como “um ponto que valeu ouro” e reconheceram
que sua equipe viveu momentos de “terror” nos pagos gaúchos.
Foi, de fato, massacrante. Dominamos, tivemos posse, agressividade, mas,
na derradeira finalização pecamos. A equipe foi aguerrida
e (reconhecemos) também graças à entrega dos visitantes,
tivemos um típico jogo de Libertadores (competição
que, aos poucos, se recupera da péssima imagem de 2006 marcada
por afanos e frescuras)! Peleja e das boas! Apresentamos organização,
velocidade e, sobretudo, dividimos todas, ninguém aliviou na chuteira,
meu camarada. Teve carrinho na bandeirinha de escanteio e andino quase
arremessado na pista atlética. Ok. Faltou o elementar também
para esta pragmática coluna: o golzinho, a vitória, os três
pontos. Desejados e valiosos pontinhos que nos dariam mais fôlego
para o ar rarefeito que nos aguarda logo em seguida, nesta necessária
escalada do continente. Mas, sem terra arrasada meus amigos.
Correto o experiente Souza de lembrar aos seus pares à imposição
de vitórias em casa. Porém, nada sustenta minimamente
a excitação da amargura midiática que (mal o jogo
findado) proclamava o seguinte: “agora complicou”.
Por favor. E são sempre as mesmas figurinhas carimbadas. A melhor
resposta que podemos oferecer a todos estes secadores de plantão
(assumidos ou não) é manter a pegada e caprichar nas conclusões.
Buscar seis pontos em terras bolivianas e colombianas e, mais tarde, fazer
o resgate do aqui perdido em Santiago. Avalanche pela Latino América
afora e conquistar o Tri. Nós acreditamos. Somos gremistas e queremos
a Copa. Vamos Tricolor !!!
Após o
treino ante um combalido Juventude, escalamos novo time recheado de suplentes
e com a seguinte missão: honrar nossa camisa e se redimir do resultado
do primeiro encontro ocorrido na Serra contra o Veranópolis. A
rapaziada fez a sua parte numa revanche marcada pelas omissões
do apito e por um futebol também burocrático. Reinaldo nos
levou adiante e chegamos a final desta sensacional
“Copa Ô Balance”. Bueno, teremos o desfecho
da primeira fase desta acariocada competição bolada pelo
Sr. Noveletto (com a infeliz chancela de todos afiliados da FGF) no apropriado
e carcomido palco da Av. Padre Cacique. E,
sendo GRENADA, queremos obviamente ganhar dos rivais custe o que custar.
Sou a favor de força máxima, titulares, tacinha ganha e
arremessada para Geral (e, depois, atirada ao Guaíba).
Alguém dirá que não vale a pena expor nossos mais
destacados jogadores basicamente por risco de lesão e tal. Justo.
Só não posso aceitar nosso treinador (desde já)
saindo pela tangente e se escondendo de suas obrigações
(de ganhar sempre e o que for – especialmente um clássico)
quando se dirige um clube da grandeza do Grêmio. Falar
em “desgaste psicológico” (esta é muito boa)
e seguir resmungando pela seqüência de partidas em nada mobiliza
o plantel. Pelo contrário. Então o seguinte, preste
atenção Celso Roth: faça jus ao seu fabuloso salário,
encare todo e qualquer desafio e pare de despejar desculpas antecipadas.
Só assim para ficar a altura das nossas maiores ambições
neste 2009. Cobramos e vamos cobrar forte, pois apoiamos sempre.
O que dizer das
arquibancadas na partida contra “La U”? É o que todos
queremos prezado leitor: contagiando todo o Monumental, pulsando e empurrando
o Grêmio para cima dos adversários. A cantoria incessante
(e que ainda pode ser mais forte) e aquele apoio incondicional que só
os gremistas podem propiciar. Que ninguém esqueça,
principalmente depois dos episódios recentes: apoio incondicional.
Acima de tudo e de todos o clube, a instituição gloriosa
e esta camisa mística e multicampeã. Pensar primeiro no
Grêmio e nos seus desafios é a chave e o caminho para alcançarmos
os objetivos desta temporada. E basta desta estupidez de rivalidades internas
e hostilidades entre facções. Nossa casa é ampla
e pode e deve comportar a todos os gremistas. E que se agrupem onde bem
entender. Seja na Geral, nos dissidentes da agora autodenominada “Velha
Escola”, nos chamados “organizados” ou não. Não
há sentido e tempo para atritos. É assim que devemos nos
dirigir ao aterro neste domingo: focados somente em ajudar o tricolor.
E que os dirigentes respeitem e valorizem na prática (ainda há
tempo) a todos os sócios, a todos os torcedores. Principalmente
os anônimos e valorosos e que se fazem presentes nas boas e nas
ruins.
Pretendemos nosso
Carnaval mais próximo do meio do ano, via campo, e cantado em português
e espanhol. De qualquer modo um registro rápido: impressionante
o que aconteceu em Porto Alegre e revoltou os que gostam da folia das
Escolas de Samba. Um regulamento violado e desconsiderado. Infrações
“perdoadas” e prejuízo direto para toda uma comunidade
na Zona Norte da cidade. O carnaval tem esta natureza zombeteira, e todo
enredo tem o seu elemento de farsa. Mas, até mesmo as caricaturas
têm o seu limite. Não se pode abusar.
Jorge
Bettiol
ducker.com.br
 
DAVID
COIMBRA E COMO NÃO SER UM BOM JORNALISTA (POR CARLOS JOSIAS)
EVIDENTE QUE TODO O CRÍTICO TEM O DIREITO DE, CLARO, CRITICAR.
E POR ISTO PODE GOSTAR OU NÃO DESTE OU DAQUELE MÚSICO, DESTE
OU DAQUELE ATLETA, DESTE OU DAQUELE ATOR, PINTOR, ENFIM. NUNCA ME PARECEU
JUSTO E ADMISSÍVEL, CONTUDO, QUE - PARA PEGAR O EXEMPLO DO QUE
MAIS GOSTAMOS - O FUTEBOL - UM ANALISTA OU COMENTARISTA DO RAMO ATIRE
PECHAS A JOGADORES DO TIPO PERNA DE PAU, NÃO JOGA NADA, VIGARISTA,
ETC. MAIS DO QUE POUCO ÉTICO, E DO QUE OFENSIVO, TAIS ADJETIVOS,
PRÓPRIOS PARA CONVERSA DE TORCEDORES EM BOTEQUIM, CHURRASCOS E
CERVEJADAS, REFLETE AUTÊNTICA FALTA DE RESPEITO PARA QUEM BUSCA
GANHAR O PÃO NA PROFISSÃO E QUE MANTÉM UMA FAMÍLIA.
FAMÍLIA ESTA QUE, POR PAI, MÃE, FILHOS, ESPOSAS, ETC, ESCUTAM
RÁDIO, SÃO TELESPECTADORES E LEITORES E ESTÃO EXPOSTOS
A VERBORRAGIA DO TIPO. ACHO ISTO TRISTE E LAMENTÁVEL E, TIVESSE
EU UM FILHO QUE RECEBESSE DE UM DESTES SUPOSTOS CRÍTICOS UMA LOGORRÉIA
( só chamando assim mesmo ... ) DO GÊNERO, NÃO DEIXARIA
DE GRAÇA. AH NÃO.
BEM, SEGUINDO, NESTE MESMO DIAPASÃO, DE QUE O CRITICO TEM O DIREITO
DE GOSTAR OU NÃO, COMO LEITOR TENHO O DIREITO, E TODOS TEMOS, DE
GOSTAR OU NÃO DESTE OU DAQUELE ESCRITOR, CRITICO ETC. E COMO TAL,
NUNCA GOSTEI DO ´TEXTO` DO SR. DAVI COIMBRA. ACHO ELE, O TEXTO,
CHATO. ELE, POR OUTRO LADO, ME APARENTA, VEZ QUE OUTRA, EM PROGRAMINHAS
MENORES, E POSSO ESTAR ENGANADO, SE PORTAR COM A PRESUNÇÃO
DE QUEM SE ACHA UM NOVO LFV, NAS CRÔNICAS DO COTIDIANO, OU UM PROFESSOR
RUY, NAS DO FUTEBOL. A MEU JUÍZO ELE ESTÁ MUITO LONGE DISTO,
MAS, GOSTO É GOSTO, JÁ DIZIA AQUELA VELHINHA ATRÁS
DA CASA ... E PORQUE NÃO CONSIGO GOSTAR DO TEXTO DELE, NUNCA CONSEGUI
LER UMA CRÔNICA INTEIRA DESTE SENHOR, NUNCA TENDO ULTRAPASSADO O
SEGUNDO PARÁGRAFO. MAS NUNCA MESMO, E QUEM ME CONHECE SABE DISTO.
DIREITO MEU. ELE LANÇA LIVROS AOS BALAIOS, TODAS AS SEMANAS, E
ISTO TAMBÉM SEMPRE ME SOPROU MAL, ME LEMBRA AQUELE TIPO DE JOGADOR
QUE JOGA EM TODAS AS FUNÇÕES MAS QUE NÃO REALIZA
NENHUMA COM EFETIVIDADE, E MENOS TALENTO AINDA. POIS NÃO É
QUE HOJE UM AMIGO, JORNALISTA DA RÁDIO PAMPA, PARA NÃO FICAR
SEM NOME, MAGNO, INSISTIU COM VEEMÊNCIA QUE EU LESSE O QUE ESSE
MOÇO ESCREVEU NA ZERO HORA, JORNAL QUE FAZ QUESTÃO DE PARECER
SÉRIO, E ACHO QUE ATÉ CERTO PONTO É. POIS LI E FIQUEI
PASMO. PERPLEXO.
POIS RESUMIDAMENTE, ESTE MOÇO CONTA QUE NA DÉCADA
DE 80 UM JOGADOR QUE TERIA VESTIDO A CAMISA DO GRÊMIO E TB DO SCI
TINHA UMA ESPOSA QUE HAVIA SACIADO-SE - ( E ELE USA ESSA EXPRESSÃO
) - FARTAMENTE AO SE ENTREGAR SEXUALMENTE A TODOS OS ATLETAS DE AMBOS
OS CLUBES, ENQUANTO O POBRE MARIDO OCUPAVA-SE COM OUTROS AFAZERES, E DÁ
DETALHES DESTAS SUPOSTAS ORGIAS SEM, CLARO, REVELAR O NOME DA ESPOSA TACHADA
DE VAGABUNDA E DO ATLETA DE CORNO.
COVARDIA. ME DESCULPEM, MAS O TEXTO É NOJENTO, UMA BAIXARIA, NÃO
TEM OUTRA DEFINIÇÃO. E É ADMIRÁVEL QUE UM
JORNAL QUE TANTO SERVE À COMUNIDADE E TEM, COMO DISSE, A PRETENSÃO
DE SER SÉRIO, ADMITA VEICULAR TAMANHA PORCARIA TALVEZ SOMENTE ACEITÁVEL
EM PANFLETOS DE ZONA DO MERETRÍCIO. ESTE MOÇO COLOCOU SOB
SUSPEITA TODAS AS ESPOSAS DE TODOS OS ATLETAS QUE VESTIRAM A CAMISA DO
GRÊMIO E DO INTERNACIONAL NA DÉCADA DE 80. E QUANTOS EXISTEM
? MUITOS.
CERTAMENTE TODOS NÓS PODERÍAMOS ELENCAR VÁRIOS. ESTÃO
TODOS SOB SUSPEITA DIANTE DE ESTUPENDA IRRESPONSABILIDADE, LEVIANDADE,
MALEDICÊNCIA, DIFAMAÇÃO.
OLHA, CADA UM SABE O QUE FAZ E RESPONDE POR ISTO. JOGADORES NA ENQUADRÁVEIS
DA DÉCADA, OU SEJA, QUE ATUARAM NUM OU NOUTRO CLUBE, ESTÁ
COM CRÉDITO FORTE COM ESSE PSEUDO JORNALISTA E COM ESTE NOTICIOSO,
PARA NÃO SE FALAR NAS ASSOCIAÇÕES DE CLASSE. NÃO
DÁ PR SE DIZER MAIS, A NÃO SER REPETIR O QUE TENHO DITO
SEGUIDAMENTE SOBRE SITUAÇÕES COMO ESTA:
- UNS JORNALISTAS NASCERAM PARA SER CACO BARCELOS
- OUTROS PARA ENCHERGÁ-LO
- E OUTROS COM O DEVER DE COMPRAR BINÓCULOS PARA QUEM SABE, COM
SORTE, VÊ-LO !
COLOQUEM UMA CRUZINHA NO QUE ESTE MOÇO SE TORNOU.
IMPRESSIONANTE
Carlos
Josias
 
PELA
COESÃO DA TORCIDA TRICOLOR (16/02/09)
Na
partida contra o Juventude nos recuperamos. Segundo o pessoal da serra,
é uma das piores formações alviverdes dos últimos
tempos (porém com um bom goleiro). E o Grêmio com isso ?
Ganhamos e somamos os pontos necessários. Ruy "cabeção"
e Souza (esbanjando a bola) marcaram e Herrera voltou do exílio.
O Olímpico é a sua verdadeira casa, quando longe do território
argentino, não é mesmo ? O cara foi efusivamente saudado
pelos gremistas e entrou em campo com sua garra tradicional. Nos Eucaliptos
Jonas confirmou sua tremenda fase e garantiu a merecida
vitória: fez dois (um deles de moldura) quase fez um terceiro e
não abdicou de dar carrinho. Debaixo de sol forte, botinadas e
papel picado incandescente, o Grêmio superou a marcação
do Avenida e encaminhou sua classificação na esdrúxula
fórmula de um Gauchão que promete ser arrastado. Na terça-feira
à noite receberemos o Xavante para fechar a tabela e confirmarmos
o adversário seguinte. Segue o fandango. Vamos Grêmio!!!
Último
momento: a chegada de Maxi Lopes, depois de interminável e cansativa
novela, traz esperança e, normal, interrogações.
Que possa somar e participar (até pelo caro investimento feito)
de jornadas vitoriosas neste 2009.
A
partida contra os caxienses foi marcada por um protesto da Geral. Quem
entrava pelo portão 10 deparava-se com as muretas sem trapos e
barras. A percussão dos bumbos fez falta, mas a cantoria esteve
presente. Verdade que não com todo aquele ímpeto e ressonância.
Mas, apareceu. Menos mal, pois na cancha não se pode presentear
ao time e a multidão que comparece naquele espaço com um
silêncio constrangedor. Penso que não é ficando de
braços cruzados, mudo e numa atitude contemplativa frente ao gramado
que se dobrará alguma intransigência diretiva. Na opinião
e prática desta coluna, dentro do estádio devemos
sempre ofertar o apoio incondicional. Fora, bom, aí o
pátio pode e deve ser o palco privilegiado para tais manifestações
(e tantas já ocorreram em tempos bem mais difíceis) e abordagens.
É simples: diante dos adversários, toda força
ao Grêmio meu camarada (sem hesitação) e
que a cobrança das insatisfações se dê antes
e depois dos jogos. Isso quanto ao método. Evidentemente que cada
um age da maneira que achar a mais correta. No tocante ao mérito,
é preciso registrar o óbvio: a Geral não é
qualquer torcida. É distinta, teve que brigar para existir (diante
de ações coercitivas e até truculentas dos dirigentes
da época e da má vontade e boicote da imprensa) e revolucionou
o modo de torcer nos estádios brasileiros. É uma marca registrada
do tricolor com sua avalanche de sentimento e responsável direta
por muitos episódios de superação e afirmação
do nosso amado clube. Cometeu também suas imprudências e
pecados que, por certo, geraram lições. Contudo, nada que
possa comprometer o merecido reconhecimento e valorização
desta que é, disparado, a mais vibrante e fiel torcida no país.
Não vejo problema para que, de forma transparente e pública,
receba um suporte para seus deslocamentos fora do Olímpico. As
lideranças da Geral estão reivindicando transporte e ingressos
e creio que numa quantidade para atender exclusivamente a sua demanda
interna. Ou seja, me parece não haver nenhum exagero. Nesse sentido,
é necessário que o diálogo seja reatado o mais breve
possível. Mas, atenção: nem os que lideram
a Geral e nem o mais vistoso ou vitorioso dirigente gremista (do passado
ao presente) é maior que o Grêmio. Humildade, dos dois lados,
ajudará bastante. Eis um pressuposto básico para que avance
um acordo (que, repetimos, deveria ser divulgado amplamente para conhecimento
dos seus termos) superando o atual impasse. Afinal, estamos ás
vésperas da estréia na principal competição
do ano e primordial objetivo da Nação Gremista. Precisamos
de toda coesão do povo tricolor e isso passa, necessariamente,
pelas arquibancadas que não podem parar de pulsar no Monumental
e por onde o Grêmio estiver.
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Esta
questão de subsídios a setores da torcida gera certa
polêmica e a controvérsia tem seu fundamento. Até
pelo fato da imensa maioria da massa torcedora não receber
nenhum apoio material. Desde a capital e passando especialmente
pelo interior (e até mesmo por outros Estados) não
são raras as mobilizações custeadas por esforçados
e fanáticos torcedores que não recebem nenhuma ajuda
oficial. Ou seja: eles próprios (e tem muito geraldino
nisso) têm que se virar para comparecer a Porto Alegre, ir
a Erechim, Buenos Aires, e assim por diante. Sem nenhum tostão
do Grêmio. Outro dado evidente é termos a ampla massa
torcedora não "organizada", leia-se sem patrocínios,
seja no Grêmio ou em que clube for. E a estes não tem
atenuante, pelo contrário: graças a uma visão
obtusa, de seguidas gestões, fica cada vez mais custoso ter
o prazer de acompanhar o Grêmio. Mensalidades
e ingressos sobem seguidamente (a última majoração
foi agora para Libertadores: ficou fixado um valor de R$ 40,00 para
uma arquibancada) o que, pode ter certeza amigo leitor (vamos frisar
novamente), afasta pelo bolso muita gente de fé.
Temos reivindicado neste espaço uma política de preços
que tente preservar esta maioria que tem dificuldades econômicas
(e uma gigantesca paixão pelo tricolor). A proporcionalidade
(vamos lembrar: aumentem o valor da locação de um
camarote da RBS, por exemplo, aliviando as catracas) nas cobranças
e o incremento de outras receitas (citamos algumas dias atrás)
seria uma forma de estancar este indesejado distanciamento gerado
por circunstâncias financeiras. Retornemos ao caso
específico envolvendo a Geral: não pode ser
esquecido que seus componentes são sócios e igualmente
arcam com mensalidades. Possuem o direito de pleitear que
o clube colabore com os torcedores que tem por único objetivo
(e se alguém tiver algum outro, melhor que nem se apresente)
estar ao lado do Grêmio nestas batalhas travadas em várias
competições. Esta vasta discussão, no juízo
de quem digita estas linhas, vai ajudar a banir toda hipocrisia
que tem cercado o assunto. Ao mesmo tempo, delega uma importante
tarefa a diretoria gremista (atual e futuras): dar um retorno
justo e valorizar toda torcida tricolor (razão de ser e existir
deste laureado Imortal). Lembrando dos vários segmentos que
compõem a pluralidade e a grandiosidade da Nação
Gremista. Não esquecendo de ninguém: porque esta totalidade
é o que nos faz fortes. Inclusive a ti (que nos leu até
aqui), outro dos imprescindíveis. Pode acreditar.
Recebemos
um convite do Valter Zotz Junior e fomos (muito bem) recebidos por
ele e pelos seus amigos há poucos dias. O citado (e saudado)
é um grande colecionador de tudo que se relaciona ao Grêmio,
especialmente camisas, ingressos de jogos (dentro e fora do Olímpico),
cartões postais e por aí vai. Tem verdadeiras raridades
e dignas da cobiça dos mais dedicados ao ramo dos colecionáveis.
É material para espaço cativo em qualquer Memorial
do clube. Além disso, costuma acompanhar o Grêmio por
todos os lados: dos locais mais conhecidos aos mais inóspitos.
Pois, na estréia em terras bolivianas estará
lá o homem, a 2600 metros, com as nossas cores e honrando
o nosso hino. "Hoje posso viajar e acompanhar o Grêmio,
meu sonho de infância", disse ele na ocasião.
O Valter, que paga tudo do próprio bolso, sugere a direção
do clube que sorteie um ou dois sócios em dia para que também
possam acompanhar a delegação nestes jogos como visitante
pela Libertadores. Outra ótima idéia para valorizar
e premiar esta torcida extraordinária que tanta devoção
oferece ao Imortal Tricolor.
|
Peço
licença aos leitores para chamada "reforma ortográfica".
Por esta razão mantive idéia (essa aí de cima, do
Valter) com o nosso conhecido acento e não cravei à nova
grafia. Esta nova brilhante ideia de alguns conhecidos políticos
e sumidades do universo gramatical vai surgir por aqui naturalmente, aos
poucos (ainda estamos dentro do prazo de validade para nos adaptarmos).
O que me conforta é que ainda não foi criada legislação
para unificar a pronúncia e abolir vocábulos regionais e
algumas expressões. Mas, vindo de Brasília, daquelas bandas
do Congresso Nacional, nada mais surpreende. Nem mesmo a posse de um Castelo
por um súdito dos contribuintes tupiniquins. Afinal, vivemos num
país em que na política e no futebol temos verdadeiros feudos
e reis entronados.
Jorge
Bettiol
ducker.com.br
 
GAZELA
SE DERRUBA A COICE (09/02/09)
Não
há dúvida que o resultado foi injusto. Mas no futebol, sabemos
bem, não se premia necessariamente os que jogam melhor. O GRENADA
teve uma inquestionável superioridade tricolor. Após a infelicidade
do sempre aguerrido William Magrão fomos para cima da morangada.
O tradicional rival ficou acuado e mal viu a pelota. Nosso domínio
territorial (com a meia cancha povoada por tricolores) nos proporcionou
ampla posse de bola. O que se traduziu nas inúmeras chegadas à
frente, entretanto com igual número de oportunidades desperdiçadas.
O mesmo e fatídico problema que colaborou sobremaneira
para não conquistarmos o último brasileirão: criamos,
mas na hora decisiva da finalização faltou a bendita eficácia.
E, convenhamos, fica difícil ter um avante isolado que necessita
buscar o jogo pelos flancos ou chamar uma tabela para poder se aproximar
da área. Conseqüência direta de um comedido esquema
de jogo (3-6-1) proposto pelo nosso excessivamente prudente treinador.
A impressão é que sua formatação tática
foi mais em função do possível reforço ofensivo
do adversário. Se preocupou primeiro em não sair
derrotado o que, aliás, é uma característica do Celso
Roth: falta ambição. Quando resolveu ousar um pouco,
até viramos o placar. Certo, nosso objetivo primordial é
o Tri da América e todos os nossos esforços vão nesse
sentido. Só que clássico é clássico
(redundância das redundâncias) e a Nação Gremista
tem por exigência mínima a vitória. Neste aspecto
somos pragmáticos: antes um mau desempenho e um bom resultado do
que a máxima invertida. Até pelo fato da crítica
sempre surgir para correções de rumo, especialmente depois
de um triunfo onde carências eventualmente possam despontar. De
positivo a combatividade do grupo (com destaque, igualmente para o grande
futebol de Souza e a presença de Fábio Santos) que não
se abalou com o infortúnio dos minutos iniciais e partiu pra cima
com organização e bravura. Chegaram junto, dividiram, e
colocaram o milionário co-irmão na defensiva. Até
mesmo a chiquitita portenha de vozinha fina levou nos beiços para
parar de resmungar. Porém (e sempre rola um porém) faltou
uma atropelada do Adílson justamente no lance capital da partida.
Ora, é notório que os da Padre Cacique tem uma jogada de
arranque e contra-golpe muito conhecida. A gazela é um
bicho (eu disse bicho) muito veloz e só mesmo a coice para segurar.
Nosso jovem atleta vacilou. Partiu para insanidade do mano a mano, temerário
do que seria justamente um troféu dadas ás circunstâncias.
Preferiu perder a corrida a ter uma honrada expulsão. Alguns poderiam
dizer que faltou "experiência" ao jogador. Ok. Acrescentaria
que faltou "vestiário", orientação, alguém
que desse o alerta que num caso assim tem que matar a jogada ou, do contrário,
os oponentes é que matam o jogo! Bueno, ficam as lições
e a imposição de vitória nos próximos embates
deste regional. Na quinta-feira receberemos o Juventude no Monumental
e devemos estar totalmente remobilizados para buscarmos os três
pontos. Todos ao Olímpico! Força Grêmio!
Ainda
sobre o Roth (que logicamente terá nosso incentivo, assim como
todo grupo, nesta próxima rodada): é preciso exercitar a
autocrítica, assumindo suas próprias falhas e chamando para
si as devidas responsabilidades. Escutei atentamente uma entrevista antes
do GRENADA, onde o mesmo recordava a obviedade de estarmos de olho nos
chilenos e tal. Parecia descompromissado com o clássico
e já se desculpando por casual insucesso. Não ouvi em nenhum
momento uma manifestação do tipo "quero ganhar o clássico",
ou "vamos ganhar o clássico, pois é um grande desejo
da torcida" ou algo do gênero. Após semanas
reclamando da tabela, resolveu só falar de Libertadores e curiosamente
frente a quem não está disputando esta competição.
Ora, deixe esta parte conosco, treinador. Pense somente em sobrepujar
quem se apresenta como nosso antagonista imediato. Mais do que um favor
é a sua impositiva obrigação.
No
extracampo tivemos o lamentável e revoltante episódio do
bandeira com dano irreparável para o tricolor. Os comediantes
da mídia amarga local e os dirigentes rubros tentaram igualar o
prejuízo à falta sofrida pela gazela na trombada com o nosso
zagueiro. Outra graça é desculpar o impedimento
marcado e inexistente (não é a toa que Jonas saiu chutando
tudo) por problemas nos refletores (o presidente da Federação
deveria ter providenciado canhões de luz ao redor do Colosso da
Lagoa, já que transferiu para noite a jornada). Desnecessário
discorrer sobre tais infâmias. E a camisa rasgada do obeso
Índio se deve aos quilos a mais e, quem sabe, a qualidade do fabricante
do fardamento. O que deve ser feito imediatamente (sem jamais esquecer
que isso não deve amortizar as providências necessárias
internamente e que dizem respeito ao próprio Grêmio) pela
direção gremista é visitar a FGF e protestar
formalmente contra o que, desde Veranópolis, não
pode ocorrer. Do outro lado, desde os acontecimentos no Zequinha, tem
pressão no confrade Noveletto. Não é só
o centroavante deles que é rápido.
Por
fim, parabéns a massa tricolor que se deslocou de vários
municípios do RS, SC e até do PR para dar o seu insuperável
alento ao clube mais copeiro dos pagos
! Comovente o esforço para poder assistir a partida (viagens longas,
ingressos com valores para forrar a conta da FGF, horas de espera para
ingressar no estádio, clima) e exemplar o comportamento dos que,
mesmo com a derrota, aplaudiram o Grêmio. Somos uma Nação
orgulhosa e que canta com amor o seu sentimento por este clube extraordinário.
Não adianta dividir arquibancada. Erechim foi mais uma ilustração
da desproporção: de um lado a cantoria e, do outro, o som
dos quero-queros e o silêncio de assistentes que foram despertar
somente aos 38 minutos do segundo tempo. Quanta diferença.
Jorge
Bettiol
ducker.com.br
 
MOEDAS
E CÃES (04/02/09)
Vivemos
de loucura. E a loucura (ao menos no âmbito regional) já
começou. Na largada (ainda sem todo o fôlego, mas com cabeças
já funcionando) arrancamos um razoável empate com a filial
santa-mariense da amargura. Dois destaques: um a presença de Darzoni,
que mesmo com a generosa sugestão de levar seus préstimos
a uma boa casa de carnes (por aqui preferimos dizer açougue) insiste
no esporte bretão. O outro a extraordinária força
da Nação Gremista na baixada ocupando massivamente todos
os seus espaços. Foi uma desproporção a
toda prova, restando aos locais (mesmo reforçados por desocupados
secadores da capital) algumas poucas testemunhas. Na seqüência
retornamos a nossa casa, ao glorioso Monumental da Azenha. E mesmo sendo
mais um escaldante sábado de verão com ingressos caros e
que ajudam a torrar o orçamento do torcedor, lá estava um
bom contingente de gremistas para recepcionar a nova /velha equipe tricolor.
O Esportivo de Bento pouco apresentou além do chamativo fardamento.
A goleada surgiu naturalmente e num ritmo de treino destacando-se o ala
cabeçudo, raçudo e que sonha um dia tornar-se advogado para
enfrentar com mais preparo as injustiças sociais. Por enquanto,
segue combatendo adversários com inteligência e gols. Novo
Hamburgo foi à última parada desta, agora, fulminante arrancada
gremista. Mais um passeio nas proximidades do Rio dos Sinos, com direito
a outra cancha com absoluta e majoritária presença de tricolores.
Foi à tarde do Tcheco fazer um golaço (além de converter
outro) e do Souza jogar com mais liberdade e pagar fielmente a promessa
feita à esposa: duas buchas para tranqüilidade no lar doce
lar e felicidade da maior e melhor torcida dos pagos. Nesta quarta-feira
teremos suplentes (a propósito: será este Gauchão
outra competição marcada pelo uso freqüente de reservas,
especialmente a partir de fevereiro, tal qual recente desvalorizado torneio
da Conmebol) para jogarmos com força máxima o primeiro GRENADA
do ano no domingo a noite.
O
aniversário de 100 anos do primeiro fiasco rubro perante o pai,
irmão, vizinho (ok, muitas vezes carrasco), que sempre lhe inspirou
a tentar ter alguma grandeza e magnitude na existência começa
a ser festejado na simpática cidade de Erechim. O que não
é nada afável são os extorsivos preços dos
ingressos. O Conselheiro do tradicional
adversário, empresário e presidente da FGF não vê
exageros. Após comparações simplórias
e desproporcionais , chegou a dizer com toda naturalidade que "o
problema seriam os cambistas que vão adquirir e colocar preços
maiores". Considerando-se que o jogo tem o "controle" da
Federação (tanto que não teremos entradas disponíveis
no Olímpico e no aterro de POA), além de meter a
mão no bolso dos torcedores ainda se omite de tomar providências
contra os atravessadores que irão a sua rede de lojas surrupiar
as entradas. Fala o óbvio e contempla suas próprias palavras
com a inércia. Evidentemente que o público do interior
tem uma enorme demanda reprimida para poder acompanhar a dupla, especialmente
o Grêmio, e deve (por esta razão) comprar muitos ingressos.
E aí temos outra tremenda sacanagem com os torcedores que não
são da capital e que os "espertos", estilo Sr. Noveletto,
sabem muito bem que farão todos os esforços para poder ir
a campo ! E dá-lhe abuso ! Ah, e "dividir" ás
dependências é também afrontoso. Afinal, somos
os mandantes. Certo, o jogo foi "vendido" e os clubes
receberam valores antecipados, independente da bilheteria. Por
acaso a nossa cota foi maior por gentilmente abrirmos mão da condição
de "locais"? E se houver outro GRENADA nas fases seguintes
? Existe algum compromisso dos vizinhos em repartir espaços seja
onde for jogado ? Ou nos destinarão as maravilhosas dependências
de sempre nos seus carcomidos domínios (e que tanto encantam os
delegados FIFA na cara comédia - a ser paga pelos contribuintes
- "Copa do Mundo") a beira do lago Guaíba? Perguntas,
apenas perguntas.
O
jogo está marcado (até modificaram o horário) e a
malandragem da cartolagem consagrada. Então, resta a multidão
gremista que lá estará a incomparável alegria
e o privilégio de apoiar incessantemente os comandados de Roth.
Passar toda força das arquibancadas para que o clássico
374 tenha sua história escrita em três cores e com o triunfo
do único representante do Sul do país na Libertadores da
América! E atenção: os de lá estão
com o tradicional ressentimento exarcebado! Com sua milionária
folha de pagamento e falsa humildade (esconderam a coroa ... dizem que
vai aparecer somente no desfile de carnaval) estão mais furiosos:
o pay-per-view para assistir na íntegra a maior competição
do continente também teve os valores majorados ! Exploração
de todos os lados!
Colosso
da Lagoa Copado ! Vamos Grêmio !
Da
série "questionamentos de uma temporada rica em revelações":
será permitido a entrada de cães no estádio, neste
GRENADA? Mesmo sem guia, não bastará apresentar a carteirinha?
Animais eventualmente barrados poderão recorrer a quem? Diretamente
ao Sr. Noveletto ou a algum delegado da FGF?
Jorge
Bettiol
ducker.com.br
 
AS
BODAS DE PRATA DE UMA RUBRICA (26/01/09)
|
Eu
devia ter uns sete ou oito anos quando fui nas bodas de prata de
um primo da minha mãe. Foi no Morro Azul, ali pertinho de
Torres. Apesar de não ter muita pompa e grã-finagem,
a festa era daquelas bem boas, em que a gente encontra um mundaréu
de parente que nunca viu, come e bebe tri bem. Entre uma sacudida
de La Bamba e outra de Roberto Carlos, o que me marcou mesmo foi
que entornei oito garrafas de Mirinda – a inolvidável
Mirinda. O que passou batido naquela noite de verão, de fim
de anos 80, foi o mote da festa. Sim, eu sabia que eram bodas de
prata, mas afinal, o que significava uma festa de bodas de prata?
Muito tempo depois, e meio sem querer, descobri que se comemora
a tal bodas de prata quando dois alguéns conseguem a façanha
de se aturar por 25 anos.
Pois
bem. De lá pra cá, me dei conta de que não
é só quando algum casal chega lá que se festeja
o quarto de século de alguma coisa. Hoje, exatamente hoje,
26 de janeiro de 2009, a falange de sangue azul, preto e branco
comemora uma importante boda de prata. Vinte e cinco anos atrás,
vencemos o primeiro Gre-Nal de 1984 por 4 a 2. O jogo não
era válido por nenhum campeonato, mas também não
era um simples amistoso.
Pouco
mais de um mês depois de cobrir o mundo de azul, o Grêmio
voltava do Japão e recebia do co-irmão as faixas de
Campeão do Mundo. Enquanto isso, em gesto não menos
honroso, o Tricolor colocava no Colorado as faixas de Campeão
Gaúcho, referentes ao campeonato do ano anterior. A antítese
da situação me faz lembrar Marx: “De cada um,
conforme suas capacidades, para cada um, conforme suas necessidades”.
Cada macaco no seu galho. Convenhamos, confrades tricolores, que
essa deve ter sido uma tarefa um tanto quanto indigesta para eles.
O fato é que nos enfrentaram elegantemente. À época,
os vizinhos reconheceram que a esquadra da Azenha era de fato dona
do globo – e com total legitimidade.
Ter
ganhado em Tóquio e, em seguida, receber a rubrica de campeão
do mundo diretamente da Beira-Rio são fatos que só
agigantam nossas façanhas. Façanhas estas que, por
sinal, serviram de modelo para que outros tentassem por muitos anos
(quase uma boda de prata depois!) um feito igual.
Não
posso negar que ter chegado lá primeiro é algo que
sempre vai requerer – ao menos – respeito. Ao mesmo
tempo, lamento por um fenômeno que sucedeu no Rio Grande depois
de 2006. Não sei se eles também pensaram em Marx,
mas o fato é que baixou um espírito pra lá
de bolchevique em metade do Estado. Hoje, tentam nos fazer crer
que no panteão dos campeões do mundo, onde todos são
iguais, alguns são mais iguais do que os outros...
Agora,
quero uma Mirinda. A propósito: uma não, oito. Só
que dessa vez vai com vodca, por uma única e simples razão:
eu sou borracho, sim senhor.
Me
voy.
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Texto de Ricardo
Lacerda, gentilmente cedido ao ducker.com.br |
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MESTRES
E ALUNOS (16/01/09)
Uma
recepção que só mesmo a Nação Gremista
poderia ter oferecido. Uma noite para ficar na memória dos que
lá estiveram (e se tu não podes ir, tiveste um belo panorama
com as fotos e vídeos que foram postados neste site - aliás,
congratulações aos que fizeram os registros) e que marcou
profundamente o grupo gremista que chegava. Os milhares de tricolores,
desde cedo, estavam entrincheirados pela estrada de acesso e também
se postaram como sentinelas no pórtico de entrada do município.
Ocupação total dos guerreiros tricolores. E foi se aproximar
o "trovão azul" que a noite virou dia em Bento Gonçalves
com os rojões e sinalizadores. Cânticos, buzinaços,
sirenes, correria e carreata. Um entusiasmo que só a melhor e maior
torcida da Província poderia oferecer. E, bom lembrar: em se tratando
de serra gaúcha, a desproporção é total. Hegemonia
completa na gloriosa região de colonização italiana.
Uma festa apoteótica e digna de um Campeão Mundial,
Bi Campeão da América, acostumado a empilhar troféus
das mais diversas competições. Um clube copeiramente (de
longa data) afirmado só pode ter uma torcida copeira e que segue
o Grêmio a toda parte. Que satisfação integrar esta
multidão tricolor que faz escola e segue fazendo história
e bebendo vinho.
|
|
Por
falar em escola. Péssimos alunos. Mais uma vez
reprovados. Na véspera da triunfal chegada gremista
a terra dos bons vinhos, um modesto contingente (sempre tendo
como parâmetro os verdadeiros donos do pedaço, lógico)
dos moradores deu às boas vindas aos campeões da
copa de suplentes sul-americana. Alguns poucos turistas, talvez
acreditando tratar-se da tradicional "festa do moranguinho"
(cuja localidade correta é a cidade de Bom Princípio
/ prestem atenção no mapa na próxima vez)
ingenuamente aderiram. Parece má vontade. Mas, convenhamos:
não tem possibilidade de comparação ! Não
é somente no aspecto numérico, na vibração,
nas cores, na garganta e no pulsar dos bumbos. O que os rivais
não conseguem assimilar é o seguinte: o sentimento
é outro, pois o Grêmio e o seu abnegado torcedor
são distintos. Somos de outra vertente, outra trajetória.
Certo, os recalcados chamam nosso orgulho de "arrogância".
Contudo para nós, gremistas, é simplesmente afirmar
nossa identidade e trajetória. Não há como
equiparar, nem no gramado e nem nas arquibancadas. Igual,
podem vir aqui à vontade e, aproveitando as sensacionais
imagens das fotos e vídeos, seguir tentando reproduzir
o que enxergam e (contradição das contradições)
admiram. Não adianta. Vai ser eternamente uma cansativa
e caricata cópia. E, não sendo original, o leitor
já sabe: a qualidade deixa a desejar.
No
final de 2008 as mensalidades dos sócios foram majoradas.
Tudo subiu e sobe (menos os salários dos trabalhadores),
inclusive a indispensável cervejinha (que para os gremistas
deveria constar na relação de ítens da chamada
"cesta básica"). Na ocasião correspondências
foram remetidas oferecendo descontos para quitação
antecipada, só esquecendo de colocar o valor nominal para
quem seguirá pagando mês a mês. Mais recentemente,
o site postou as categorias e os respectivos preços. No
caso do sócio contribuinte foi de 20% o aumento, ou, na
linguagem líquida, algo ao redor de duas cervejas a mais
mensalmente. Penso que, obviamente, ninguém vai se furtar
de colaborar. Quem está preocupado e com razão são
os sócios torcedores. Hoje o valor desta categoria é
de R$ 30,00 e possibilita desconto de 50% nas entradas. Considerando-se
que (até pelo número de competições)
um ingresso vai continuar custando no mínimo R$ 30,00 (para
Gauchão, sinceramente, é um exagero) vai
pesar no bolso da gurizada. Sim, pois a maioria destes sócios
é gente jovem e que vai em todas. Ou seja, não perdem
os jogos no Monumental. Que sejam quatro partidas no mês:
somado a mensalidade chegaremos a R$ 90,00. Hoje, se associar
é praticamente a única possibilidade de acompanhar
de perto o Grêmio e também ajudar o clube a se manter
grande. Este site faz uma campanha permanente de associação
desde sua criação. Porém, está na
hora dos dirigentes valorizarem e colaborar com esta maioria que
faz muito esforço (acreditem) para levar o seu indispensável
alento ao querido tricolor. Afinal, este é o nosso maior
patrimônio: o torcedor.
A
propósito: quanto custará um ingresso para os jogos
da Libertadores ? Fica de antemão a reivindicação
que não passe destes já bem cobrados R$ 30,00.
Aumentem o preço da locação dos camarotes,
cobrem mais das cadeiras que estão à venda, exijam
mais retorno das verbas publicitárias, mas poupem
as arquibancadas. Quem pode pagar mais, que pague. É preciso
uma proporcionalidade nisso tudo. Diga-se de passagem,
estamos a pouco mais de 40 dias do início da busca do Tri
da América e o marketing gremista permanece adormecido.
Não seria agora, justamente,
o momento de se fazer uma enorme campanha de associação
ao clube? Criar uma nova modalidade ou fazer algumas
modificações nas já existentes tornando-as
mais atrativas e economicamente mais viáveis a massa torcedora
? Ok. Lançaram os planos para as cadeiras, especulam-se
duas novas camisas para os jogos da competição.
Mas, é muito pouco para um evento estratégico e
no qual depositaremos todas às nossas forças neste
primeiro semestre. Quando vão acordar ?
|
A
pré-temporada já está encerrando. Novos jogadores
e novas formatações foram testadas. A preferência
de Roth por um 3-5-2, não impediu um flerte explícito com
a opção de um 4-4-2. Dois jogos treinos contra equipes amadoras,
evidentemente, pouco acrescentam no tocante a definições.
Os ajustes propriamente ditos serão feitos na seqüência
do trabalho em Porto Alegre e, especialmente, durante o Gauchão.
E para quem vai disputar, concomitante ao regional, uma Libertadores
aguardam-se novos reforços. No mínimo mais um goleiro
e outro atacante (de preferência veloz) necessitam ser contratados.
Tratativas referentes ao avante até foram feitas, mas não
progrediram. Já estamos correndo contra os ponteiros do relógio
e não podemos esquecer que outros tantos concorrentes tem o mesmo
objetivo que nós.
A
perda do Rodrigo Caetano não se mistura e nem deve se misturar
com o rescaldo das recentes disputas políticas no clube. O mesmo
fez questão de dar uma esclarecedora entrevista nesse sentido.
Entretanto, na opinião desta coluna, a nova diretoria do Grêmio
poderia e deveria ter valorizado mais este profissional. Não creio
que, tendo um reajuste condizente com o papel importante desempenhado
no departamento de futebol, deixaria o tricolor. Com todo respeito que
merece o Vasco (e torcemos para que o Dinamite reerga a Cruz de Malta)
não é lógico trocar a estrutura do Grêmio e
a segurança nos pagamentos pelo clube carioca. O Rodrigo se tornou
um amigo deste site e sempre esteve disponível para dialogar. Um
baita caráter e que, tomara, tenha sucesso no que ele denominou
como "um grande desafio". Ficamos na torcida. Sobre o Mauro
Galvão não é necessário maiores comentários.
Aprendeu tudo o que sabe na escolinha do Grêmio (salve os 40 anos
desta glória gauchesca - formadora de craques), esteve no exílio
do Menino Deus e quase comprometeu sua formação tendo contato
com o futebol faceiro da beira do lago. Mas, voltou a tempo para distribuir
discretos safanões, erguer taças e encerrar a carreira de
jogador no tricolor. Outro cidadão respeitável, sujeito
que vai somar bastante. Está em casa.
E
não esqueça: a estréia em Santa Maria (21/01)
contra a filial dos rivais mudou de horário (o que vai complicar
para quem tem expediente). O jogo começa às 16:30 min. e,
apesar de passar para tarde, vai ter, certamente, uma enorme presença
gremista. Depois, a retomada em Porto Alegre é no Olímpico
(24/01) e contra o Esportivo da acolhedora Bento. Aí vem
o Grêmio ...
A
coluna já estava fechada quando soubemos da tragédia que
acometeu o Grêmio Esportivo Brasil. Informações preliminares
dão conta da coragem e força do Danrlei e de vários
dos seus companheiros de equipe frente ao desespero do acidente. Estamos
todos consternados e manifestamos nossas condolências aos familiares
dos vitimados e solidariedade aos xavantes e a comunidade pelotense.
Jorge
Bettiol
ducker.com.br
 
OBRAS,
BOLOS E FESTAS (30/12/08)
Esta
coluna foi escrita e enviada dia 30/12/08, mas devido à impossibilidade
de edição do site dirante as festas de final de ano, está
indo ao ar somente hoje, dia 05/01/09
Quem
esteve presente no Passo da Areia para apoiar a meninada do Sub-20 saiu
esperançoso. Possuímos bons jogadores. O título
é resultado de um trabalho meritório desenvolvido nas categorias
de base e que aponta um futuro que pode ser promissor para vários
destes atletas. Nosso grupo principal necessita e será
abastecido por estes campeões. Além de destacar nosso treinador
Julinho Camargo, gostaríamos de citar o habilidoso Mithyuê
e o zagueiro Wagner como figuras representativas do jogo final. O primeiro
com aquela habilidade das quadras e adaptando-se bem ao gramado. Já
o segundo com uma firmeza digna de quem veste nossa camisa: antecipa com
facilidade e, se inevitável uma dividida, entra com energia, no
melhor estilo "rachando". Também sabe sair jogando, mas
não tem pudor algum para espantar o perigo com algum chutão
que busque os alambrados. Na tarde calorenta que levou um grande público
gremista ao acanhado campo da Zona Norte, o ritmo do alento foi ditado
pelos bumbos da Geral e os cantos não cessaram. Na adversidade
do resultado, foi na arquibancada copada que os jovens tricolores receberam
a inspiração para virada. O 2x1 foi merecido. O bom time
do Sport Recife valorizou sobremaneira o triunfo. Tanto é verdade
que, conformados com a derrota, ergueram seu caneco de Vice e saudaram
a torcida gremista que retribuiu com um retumbante e bonito aplauso. E
depois ? Bom, depois foi aquela festa tradicional que só a galera
gremista sabe fazer e que gera tanta ciumeira e muita paródia por
aí. E saímos todos satisfeitos do Zequinha. Orgulhosos pela
conquista.
No
site oficial do tricolor, dia seguinte, uma das manchetes anunciava: "Paulo
Odone é Campeão Brasileiro". Na foto da curta matéria,
a imagem do nosso agora ex-presidente com o troféu (clique
aqui para ver). Ficaria melhor ter lido "O Grêmio
é Campeão Brasileiro". Seria mais apropriado. Afinal,
foi o clube quem venceu a competição Sub-20.
Curiosamente, quando terminado o último brasileirão, não
se viu nenhuma chamada do tipo "Paulo Odone é Vice-Campeão".
E muito menos alguma citação nominal quando fomos eliminados
do Gauchão e da Copa do Brasil. Até pela obviedade de tais
circunstâncias serem pertinentes ao conjunto da diretoria e ao Grêmio
como um todo. Não exclusividade de um ou outro dirigente. Mas,
chama atenção: quando se ganhou foi na primeira pessoa do
singular, quando não se ganhou, quando perdemos, a referência
se fez coletiva. A gestão que encerrou seu mandato foi turbulenta
por razões internas e externas (desde o episódio Antonio
Britto, passando pelo caso Detran, baixas ocorreram no Conselho de Administração).
Evidentemente teve suas realizações. Inegável. Contudo,
o caráter personalista da conduta presidencial foi uma marca registrada
destes anos. Não faz muito, até uma participação
social foi postada no site do Grêmio (clique
aqui para ver). Ora, obviedade das obviedades, tal
ferramenta é da instituição. Não deve se confundir
com assuntos domésticos e a esfera privada do corpo diretivo. Combater
toda e qualquer postura egocêntrica, eis aí outra boa meta
da nova direção (a principal ninguém tem dúvida:
títulos). O Grêmio tem que ser um todo e um pouco
de cada um dos milhares que o constroem. E a maioria destes,
por certo, não exige publicidade nesta contribuição.
O
debate sobre a ARENA não se esgotou (vide a polêmica votação
ocorrida na Câmara Municipal no afogadilho do final de ano - envolvendo,
igualmente, o projeto "Morangão para Sempre"). Será
uma companhia permanente nos próximos anos, neste passo a passo
até a edificação do novo estádio. A cidade
inteira, aliás, estará prestando atenção no
que estiver sendo encaminhado pela dupla GRENADA, por seus parceiros e
pelo poder público. Da nossa parte, prosseguirá a ação
fiscalizadora dos verdadeiros donos do Grêmio: todos nós,
os seus torcedores. Ainda bem, pois o Grêmio precisa, cada vez mais,
consolidar sua democracia interna. E o torcedor tricolor, embora desagrade
a baba ovos de plantão, políticos carreiristas e oportunistas
de várias matizes, é ligado: tem capacidade de análise,
de crítica, de elaboração. Uma torcida tão
presente, apaixonada e participativa tem todo o direito de questionar,
de exigir esclarecimentos, reivindicar respeito. E de brigar, se necessário,
por esta consideração. Afinal, se pretende (sempre) o bem
do Grêmio e do seu vasto universo torcedor. Afirmamos reiteradamente,
desde que este assunto foi pautado no âmbito da Nação
Gremista, que total transparência é o mínimo
que exigimos, o mínimo que esperamos dos representantes do clube.
O Grêmio, através dos movimentos que hoje estão
sendo tomados (por quem recebeu uma procuração do torcedor
- e por isso mesmo temos toda autoridade para cobranças) não
pode mais errar. Seja por displicência, maus negócios e também
por procedimentos sujos que foram rechear Editorias de Polícia
e avolumar o Judiciário, seguimos pagando muito caro.
E na hora de ajudar a quitar a dívida, seja da lambança
e/ou do lamaçal, historicamente convoca-se o torcedor tricolor.
Aos seus ouvidos e bolsos são dirigidos os mais emotivos apelos
(nem todos persuasivos, logicamente). A propósito: será
que um dia teremos a possibilidade de saber a origem de todos estes débitos
milionários que possuímos ? Teremos a chance de ver identificados
(via auditoria e outros instrumentos) e responsabilizados os que levaram
o Grêmio quase a insolvência, a proclamada e repetida "penúria
financeira" ? Perguntas amigo leitor. Perguntas que, imaginamos,
seguirão por muito tempo.
Reforços.
Alex Mineiro é o grande nome, sem dúvida. Jogador experiente
e afirmado pode ser uma das soluções para estiagem de gols
do nosso finado comando de ataque. O cara é centroavante de ofício
e cumpridor dos deveres. Porém, o André Krieger reconhece
que devemos trazer mais um atacante. O regional, mas principalmente a
Libertadores assim o exige. Até o fechamento deste texto, apenas
especulações. Inclusive de o combativo Herrera ser repatriado.
E nunca é demais lembrar que no mercado argentino e uruguaio se
tem, permanentemente, jogadores com o DNA do Grêmio à espera
de uma oportunidade no clube mais aguerrido da Província de São
Pedro. Ainda sobre o Alex Mineiro. Lembro do Grêmio x Palmeiras
deste ano no Olímpico. Fez o dele contra nós. Iludido, talvez
acostumado a viver cercado de corneteiros no Palestra, pediu silêncio
a Geral. A ruidosa reação foi aumentar o volume do incentivo
ao tricolor. Depois disso, mal tocou na bola. A imprensa recordou a época
de Atlético Paranaense e todas aquelas confusões. Embora,
justiça seja feita, o novo contratado tenha inocentado Tcheco da
farsa de uma suposta "agressão" montada pelo Sr. Metralha
e seus comparsas. Hoje, Alex Mineiro está do nosso lado
e acertou a direção de futebol na aquisição.
Receberá (como todos que vestem a gloriosa) nosso incondicional
apoio. Que retribua com muitos gols. Um registro é importante:
neste período de chegadas tivemos também algumas despedidas.
O Pereirão, por exemplo. Vai, daqui pra frente, seguir a sua carreira
longe do Grêmio e da torcida que aprendeu a respeitá-lo e
que tem , naturalmente, uma grande admiração por esta figura.
Foi fundamental na temporada que se encerra. Um sujeito simples, lutador
e uma liderança que vai fazer falta. Talvez o último remanescente
que esteve em campo na "batalha dos aflitos". E batalha, superação,
é com ele mesmo. Desconhecemos os motivos reais da dispensa. Tem
gente boa chegando nesta posição, tem também a gurizada
da base. Mas fica a sensação que vai fazer falta o atleta
e o cidadão. Desejamos toda sorte Pereira !
Final
de jornada. Hora dos balanços, dos planos. Uma nova etapa se aproxima
e todos queremos o melhor para os nossos familiares, amigos e o Grêmio.
As perspectivas no gramado são promissoras. Esta América
que desbravamos com suor, sangue pela testa, algumas lágrimas e
vários pontapés e joelhaços desferidos em truculentos
adversários está de novo ao nosso alcance. Se não
conseguimos a redenção plena desta competição
em 2007, embora a final tenha sido um avanço depois de tantos retrocessos,
eis que surge (conquista pela porta dianteira da Conmebol) nova e tentadora
oportunidade. É mais do que hora de trabalharmos para isso
(e que cessem os resmungos do Sr. Celso Roth, cheio de "mágoa"
e com R$ 220.000,00 mensais de salário sendo depositado) e nos
focarmos neste Tri da Libertadores. Vamos chegar neste pódio. Acreditamos
eternamente nesta camisa, nesta história, nesta imortalidade que
tanto incomoda a amargura. Nos vemos neste e nos outros embates
previstos. Até lá !
Esta
coluna agradece a todos que nos acessam, escrevem, passam indagações,
sugestões, fazem críticas. Não somos os donos da
verdade e nem pretendemos a posição definitiva e balizadora
nos assuntos que abordamos. Expressamos uma modesta opinião, manifestamos
nosso entendimento e, claro, nossa profunda emoção. O
retorno extraordinário que este site possui é resultado
do amor que nutrimos (esta imensa Nação) pelo Grêmio,
clube único e que possui uma torcida distinta. Em cada foto, vídeo
ou palavra, estará sempre este sentimento em azul, preto e branco.
Finalizamos com os votos de um ótimo Ano Novo e a crença
de que, logo adiante, como já ocorreu tantas e tantas vezes, "O
Grêmio vai sair Campeão".
O
quê ? Ah, certo. Perdoe a nossa falha. Por compromisso com a educação
e o espírito esportivo não podemos deixar de firmar os nossos
cumprimentos a uma grande celebração que ocorrerá
neste abril de 2009. Trata-se de um aniversário importante. Será
festejado nas margens do Guaíba numa sede com estrutura bastante
respeitável e que, brevemente, deverá receber novos investimentos.
Tal aniversariante é um elemento agregador e formador da paixão
de milhares de porto-alegrenses e gaúchos. Tem inúmeros
serviços prestados ao futebol, formou craques e acumula vários
troféus. Nesse sentido, não podemos deixar de reconhecer
e lembrar. Não por acaso deverá ser a comemoração
mais comentada pela mídia deste Estado no próximo ano. E
com toda justeza. Parabéns antecipados, portanto, a Escolinha de
Futebol do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense ! Quatro décadas
(1969-2009) formando gerações de vencedores !!!
Jorge
Bettiol
ducker.com.br
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